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O Palácio Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, foi palco da celebração dos dois anos da Revista Tok de Empreendedorismo.
Entre convidados, empreendedores e lideranças, a equipe do Jornal da República encontrou uma conhecida: Adriana Malta, presidente da Associação Mulheres Restart. O reencontro não poderia ser mais simbólico.
Há um ano, dois anos atrás, num grande evento em que mulheres se identificavam, conheci Adriana. "Um livro maravilhoso que você lançou", registrou a reportagem, em referência à obra que Adriana escreveu e que já está na segunda edição.
O que significa "lugar de luxo"?
Adriana Malta define com clareza o propósito do seu projeto. "Mulheres Restart é recomeço e pertencimento, é um lugar de despertamento de pertencimento", explicou.
"A gente provoca, estimula mulheres independentes de cor, raça, religião, credo, a tomar acesso aos lugares de luxo." Mas a definição que ela dá para "lugar de luxo" foge completamente do óbvio financeiro.
"Lugar de luxo vai muito além de dinheiro." "Lugar de luxo é aquele lugar que você sempre sonhou em ir e, por algum motivo, não acessou", disse.
Ela cita exemplos concretos: tomar um café no Copacabana Palace, participar de um chá da tarde no Julieta de Serpa, ir ao Maracanã ou assistir a uma ópera no Teatro Municipal.
A premissa é democrática e, ao mesmo tempo, desafiadora: cada mulher tem seu próprio sonho de acesso, e o projeto existe para tornar isso possível.
O cansaço da mulher invisível
Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando Adriana descreveu o perfil da mulher que o projeto acolhe. Uma mulher cansada. Não por acaso, mas porque trabalhou muito. Porque é esposa. Porque é mãe.
"Esse é o momento de você se arrumar, de você se olhar, é autorreflexão, é de dentro para fora e ir para um lugar que você sonhou", afirmou.
A fala revela a camada mais profunda do projeto: antes de ocupar qualquer espaço físico, é preciso ocupar o próprio corpo e a própria história. Autoconhecimento como pré-requisito para pertencimento.
Marcela Anjos: o caso que emociona.
Dentro de um livro que reúne dezenas de trajetórias, Adriana Malta destacou uma em especial. O nome é Marcela Anjos. E a história tem camadas que impressionam.
Marcela era uma moça tímida. Tão tímida que, segundo Adriana, "se ela pudesse colocar um saco na cabeça, ela colocaria".
O contato inicial foi através de um evento realizado em Botafogo, no Fogo de Chão. Adriana olhou para ela e enxergou algo que a própria Marcela ainda não via. "Essa mulher tem muito potencial", pensou.
O que veio depois foi uma transformação completa. Hoje Marcela Anjos é uma das comunicadoras oficiais do Mulheres Restart. Pegar o microfone, algo impensável no passado, tornou-se parte da sua rotina. Mas há um detalhe que torna essa história ainda mais poderosa: quando Marcela chegou ao projeto, ela não contou que era empresária.
"Ela é uma mega empresária da zona sudoeste do Rio de Janeiro. Tem um salão com especificidade em atendimento a crianças com autismo", revelou Adriana. "Isso é notório, é valioso, e ela não tinha coragem de dizer."
Marcela Anjos tornou-se o case de sucesso do projeto. Uma empresária que já era bem-sucedida, mas que não se sentia autorizada a ocupar o próprio lugar de fala.
Autoconhecimento que gera pertencimento.
A filosofia do Mulheres Restart está ancorada em um princípio central: quando uma mulher se conhece, ela se torna capaz de jogar sementes boas para que outras possam colher e replantar. Não é apenas sobre o indivíduo, mas sobre a rede que se forma a partir dele.
O projeto, que nasceu com encontros mensais para estimular o desenvolvimento pessoal, cresceu para se tornar uma associação que promove eventos, um livro em segunda edição e uma comunidade ativa de mulheres que se apoiam mutuamente.
Adriana Malta, que é cerimonialista, celebrante, palestrante e podcaster, construiu uma plataforma que conecta mulheres a oportunidades que elas mesmas não sabiam que mereciam.
Como fazer parte
Aos interessados em conhecer o trabalho ou participar do projeto, Adriana Malta deixou o canal de contato aberto. "Adriana Malta Eventos e @mulheres. "Fala lá com a gente no direct que a gente vai receber você com muito carinho", convidou.
O livro, que já está na segunda edição, pode ser encontrado nas redes oficiais do projeto.
A Revista Tok de Empreendedorismo, que completa dois anos com a missão de combater discursos padronizados e dar voz a empreendedores de todos os segmentos, seguiu com sua programação no Palácio Tiradentes depois da entrevista, reafirmando o protagonismo feminino como pilar editorial.
Biografia: Adriana Malta
Adriana Malta é presidente da Associação Mulheres Restart, CEO da Adriana Malta Eventos e idealizadora do movimento que conecta mulheres ao autoconhecimento e ao pertencimento.
Com mais de duas décadas de trajetória profissional, acumula as atribuições de cerimonialista, celebrante, locutora MC, audiodescritora, palestrante e podcaster.
Em 2025, realizou o primeiro Dia das Mulheres Restart, evento que reuniu dezenas de mulheres no Espaço Alterdata, no Rio de Janeiro. Autora do livro "Mulheres Restart: Recomeços e Pertencimento", já na segunda edição, Adriana construiu uma comunidade que provoca mulheres a acessar lugares de luxo — definidos não pelo dinheiro, mas pelos sonhos que cada uma carrega.
Seu trabalho à frente da associação já impactou dezenas de histórias, como a de Marcela Anjos, empresária do ramo de salão especializado em crianças com autismo, que, por meio do projeto, tornou-se comunicadora e referência dentro da comunidade.
Adriana Malta pode ser encontrada no Instagram pelo perfil @adrianamaltaeventos e pelo perfil oficial do projeto @mulheres.

Por Robson Talber, @robsontalber, repórter Henrique Pianta, @piantahp.
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