Angra III: Presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear contesta relatório do TCU

Angra III: Presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear contesta relatório do TCU

Relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na semana passada, chamou a atenção do presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear do Congresso, deputado Julio Lopes (PP). Nele consta a observação de que caso as obras de Angra III sejam retomadas, haverá um aumento significativo nos preços da energia elétrica.

- Em minha opinião esse relatório não tem cabimento, não é admissível falar aqui em custo alternativo de geração de energia. A questão central é o fator de potência de cada fonte, já que países como China, Estados Unidos, França, Índia e Canadá estão quadruplicados o investimento em energia nuclear e o TCU vem falar em custo alternativo; parece até brincadeira - disse.

Julio lembra ainda que diferente de outras fontes de energia intermitentes como solar e eólica, a energia nuclear proporciona estabilidade ao fornecimento elétrico, evitando oscilações no suprimento de energia. 

- Angra III é a terceira maior usina nuclear do Brasil com uma capacidade energética de 1.400 megawats, que irá gerar enorme economia para milhões de consumidores e uma perspectiva de independência energética para o Rio de Janeiro, que terá 70% de sua energia provida por energia nuclear; e que já conta com mais de 63% de sua complexa obra concluída. Por isso é de grande importância que ela seja retomada, o que não só fortaleceria a matriz energética nacional, como também contribuiria para os esforços globais de descarbonização, reforçando a posição do Brasil como um ator comprometido com soluções sustentáveis. A não conclusão de Angra III pode ser considerado um crime contra a economia e o sistema elétrico do país - afirma Julio.

O parlamentar lembra também que o Brasil tem a quinta maior reserva mundial de urânio, o que permite já com as reservas reconhecidas e testadas, ter um programa de securitização com base na exportação da ordem de aproximadamente USS 7 bilhões de dólares em 10 anos, o que garante o financiamento do programa nuclear brasileiro inteiro somente com base na securitização de exportações. 

 - A mina de Santa Quitéria, no Ceará, por exemplo, irá produzir a partir de 2026 cerca de 2,3 toneladas de urânio, o que irá gerar aproximadamente USS 400 milhões de dólares anuais em royalties - disse.

Por Jornal da República em 06/10/2025
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