Após Lula acionar reciprocidade, China diz que se juntará ao Brasil

Chineses disseram que pretendem se opor ao que chamaram de "atos de intimidação"

Após Lula acionar reciprocidade, China diz que se juntará ao Brasil

Lula ao lado de Xi Jinping Foto: PR/Ricardo Stuckert

O governo da China declarou na última sexta-feira (29) que pretende ampliar a cooperação com o Brasil e se unir aos países do Brics contra medidas que chamou de “atos de intimidação”. A manifestação foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em publicação na rede social X.

A declaração ocorreu um dia após conversa telefônica entre os chanceleres Wang Yi e Mauro Vieira, solicitada pelo governo brasileiro. Segundo o comunicado divulgado pelo governo chinês, a relação entre os dois países vive “seu melhor momento histórico” e a intenção é reforçar a confiança estratégica mútua e acelerar a execução de entendimentos firmados por Lula e Xi Jinping.

– A China está pronta para trabalhar com o Brasil para fortalecer a confiança estratégica mútua, apoiar-se mutuamente com firmeza, acelerar a implementação dos importantes entendimentos comuns alcançados pelos dois chefes de Estado e aprofundar a cooperação prática em diversas áreas entre os dois países – disse a nota do Ministério das Relações Exteriores da China.

O gesto acontece em meio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de iniciar o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A medida é uma resposta ao tarifaço de 50% imposto pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros. Lula afirmou que ainda não conseguiu estabelecer diálogo com Washington para reverter as tarifas.

Por Jornal da República em 31/08/2025
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