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Sob a gestão de Carlos Favoreto, único campo de golfe público do Brasil recebe candidatos ao governo e ao Senado, promove projetos sociais com mais de 5 mil crianças e se consolida como ponto de encontro entre o empresariado e a política fluminense
Um palco para a democracia
O Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, transformou-se em uma assembleia a céu aberto. Nesta semana, o espaço recebeu o candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), em um debate com empresários que discutiu segurança pública, economia e os rumos do Rio de Janeiro. A agenda, porém, não é um fato isolado. Em 3 de setembro, o mesmo gramado recebeu a candidata ao Senado Benedita da Silva, em ato que contou com convite a Eduardo Paes. E a casa segue aberta: já foram chamados outros nomes, como Crivella e Garotinho.
Para Carlos Favoreto, CEO do Campo Olímpico de Golfe, a vocação do espaço vai muito além do esporte. "Esse evento, como outro que aconteceu anteriormente, foram idealizados por você. Você me pediu, e eu prontamente aceitei, por entender que era necessário que houvesse uma discussão entre o meio empresarial e os futuros candidatos", afirmou, em entrevista ao Jornal da República. O reconhecimento é mútuo: o repórter Ralf Favoreto respondeu que o campo "se tornou o espaço da democracia".
O jornalismo como registro da história
A parceria entre o espaço e o jornalismo tem um propósito que Favoreto enxerga com clareza histórica. "O jornalismo é a história do agora. Assim como a gente estuda a história através dos jornais antigos, no futuro a nova geração vai estudar esse momento através dos registros jornalísticos, através desses debates com os candidatos", observou o gestor.
Ele comparou o momento atual à redemocratização de 1988, quando o país redescobriu o debate público. "Hoje, com as redes sociais, as pessoas retomam aqueles debates de 1988. E eu creio que isso também vai acontecer daqui a uns anos. E o Golf passa a fazer história porque traz aqui todos aqueles que têm proposta para debater, para conversar com os eleitores de forma democrática."
O único legado olímpico em pleno funcionamento
O orgulho de Favoreto com o espaço tem razão objetiva: o Campo Olímpico de Golfe é o único legado esportivo dos Jogos de 2016 que segue funcionando em sua plenitude. A afirmação é respaldada pela história — a construção, na Barra da Tijuca, foi palco da estreia do golfe nos Jogos Olímpicos modernos, e hoje recebe torneios internacionais e nacionais que projetam o Brasil no circuito mundial.
"Se as Olimpíadas retornassem agora, não precisava fazer nada. É só vir aqui, armar as arquibancadas e estaria pronto para os jogos", garantiu o gestor, que completa uma década à frente da administração do campo. A gestão, que enfrentou desafios iniciais por cuidar de um esporte sem tradição de popularidade no país, encontrou na natureza o seu maior trunfo. "Fizemos uma grande recuperação ambiental desse local, e esse espaço democrático está aberto a todos."
Do World Golf Awards à vitrine internacional
O reconhecimento internacional chegou com a premiação no World Golf Awards, que elegeu o Campo Olímpico como referência mundial. Em abril de 2026, o espaço sediou a 71ª edição do Aberto do Brasil, o ECP Brazil Open, tornando-se a abertura oficial da temporada do PGA TOUR Americas — o terceiro maior circuito de golfe do mundo, com entrada gratuita para o público.
A vitrine internacional posiciona o Rio no mapa do turismo esportivo e conecta o legado olímpico à agenda econômica do estado. Para Favoreto, trata-se de provar que o legado pode ser, ao mesmo tempo, esporte, lazer, preservação ambiental e geração de oportunidades.
Golfe que transforma crianças
O caráter social é o coração do projeto. Mais de 300 crianças já aprenderam a jogar golfe no campo, e o programa "Golfe que te Quero Golfe" leva aulas gratuitas às escolas. O projeto já atendeu mais de 5 mil crianças, e o espaço chegou a abrigar 48 projetos sociais simultaneamente. Alunos da rede pública e crianças de comunidades como a Cidade de Deus participam das atividades regulares.
"Todo sábado tem aula gratuita para quem quiser aprender golfe", destacou Favoreto. A inclusão também se estende a pessoas com deficiência, em parcerias com organizações dedicadas ao esporte adaptado. O campo não é apenas um clube — é uma política pública de acesso ao esporte materializada em gramados.
O oásis verde dentro da cidade
Aberta ao público sem cobrança de ingresso, a área de mais de um milhão de metros quadrados na Barra da Tijuca funciona como um parque urbano. A recuperação ambiental, com replantio da vegetação nativa, criou um corredor verde em uma das regiões mais valorizadas do estado, com acesso livre para lazer contemplativo.
"Você entra aqui, não paga nada para entrar, para ter o seu lazer contemplativo, para ter uma condição de adentrar num espaço bem conservado, limpo, seguro. Por isso o Campo Olímpico de Golfe hoje é um sucesso de público", afirmou. O espaço também abriga capela católica de São Francisco de Assis e centro de orações da Assembleia de Deus, unindo esporte, fé e comunidade.
O apelo pela transformação econômica
O empresário também usou o espaço para levar ao debate público a voz de quem gera emprego e renda. "Hoje a gente vê que, de fato, para nós empresários está muito difícil tocar o nosso negócio pela carga tributária gigante, juros altos, enfim, uma série de problemas que dificultam muito o desenvolvimento econômico", desabafou.
A cobrança, no entanto, se dirige ao sistema, não a um candidato específico. "É importante que haja uma mudança nesse sentido, seja quem for o vencedor das eleições. A gente reivindica que haja essa mudança o mais urgente possível, para que a gente possa fazer com que o Brasil volte a crescer como deve uma nação desse tamanho."
O voto como ato de cidadania
Favoreto encerra a agenda com um apelo direto ao eleitor. "Quando eu vejo o número de votos, de indecisos e de brancos, me entristece muito. É importante que as pessoas vão às urnas e votem para manifestar o seu interesse. Não adianta depois reclamar, porque a hora é essa de fazer uma transformação."
A mensagem sintetiza a filosofia do gestor: um espaço democrático que se abre ao debate só cumpre sua função se a sociedade responder com participação. "É preciso fazer gerar emprego, gerar renda, pagar os impostos, mas também é importante olhar para o próximo e proporcionar benefícios para eles também. É o papel de todos nós cidadãos."
Biografia: Carlos Favoreto
Carlos Favoreto é CEO do Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, e está à frente da gestão do espaço há uma década, período em que transformou o legado dos Jogos Olímpicos de 2016 em referência mundial do esporte. Empresário à frente da CRF Empreendimentos, conduziu o campo a prêmios como o World Golf Awards e organizou eventos de projeção internacional, como o ECP Brazil Open, etapa de abertura do PGA TOUR Americas. Sob sua gestão, o local tornou-se o único campo de golfe olímpico em pleno funcionamento no mundo e o único campo público do Brasil, com acesso livre à população. Além do esporte, Favoreto capitaneia dezenas de projetos sociais, com destaque para o programa "Golfe que te Quero Golfe", que já atendeu mais de 5 mil crianças da rede pública, além de ações de inclusão para pessoas com deficiência e a recuperação ambiental de mais de um milhão de metros quadrados de Mata Atlântica. Em 2026, foi reconhecido pelo Troféu Tô na Fama e celebrado pela imprensa como o gestor que manteve o legado olímpico de pé no Rio de Janeiro.

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