Dívidas da Riotur levam a leilão o Pavilhão de São Cristovão, sede da Feira de Tradições Nordestinas Redação Ultima atualização

Dívidas da Riotur levam a leilão o Pavilhão de São Cristovão, sede da Feira de Tradições Nordestinas Redação Ultima atualização

 

Um processo de execução fiscal da União contra a Riotur pode ter consequências drásticas para os comerciantes da tradicional Feira de São de São Cristóvão. O terreno onde funciona a feira, como é mais conhecido o Centro Luiz Gonzaga de Tradicições Nordestinas, vai a leião no dia 25 de fevereiro, com lance mínimo de R$ 24.622.896,00. A Riotur é gestora do local.

O imóvel foi penhorado para o pagamento de dívidas majoritariamente fiscais e trabalhistas. Entre os motivos apontados está o descumprimento, em 2012, da concessão do período mínimo de 11 horas consecutivas de descanso entre jornadas de trabalho.

A ação surpreendeu os comerciantes, que estão apreensivos, já que o edital do leilão não diz nada sobre a permanência ou não da feira no local.

Pavilhão foi tombado pela Câmara do Rio em 2021

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que atua para impedir o leilão e garantiu que não medirá esforços para manter o Pavilhão da Feira de São Cristóvão como imóvel público.

O pavilhão onde funciona a Feira de São Cristóvão foi tombado pela Câmara Municipal em 2021. O espaço é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Autor da lei que tombou a feira de tradições nordestinas, o vereador Vitor Hugo (presidente municipal do MDB) diz que mesmo que o espaço seja vendido, o novo proprietário não poderá tirar a feira do local. “A feira é tombada, é um patrimônio da cidade do Rio de Janeiro. Não pode sair dali”, diz Vitor Hugo. “Acho muito difícil que alguém tenha interesse em comprar o imóvel justamente por ser tombado e esta foi uma das razões de tombarmos, evitar que esta tradição tão importante deixe de existir.”

Vitor Hugo está em contato com os gestores da feira e vai levá-los ao prefeito Eduardo Paes. Ele acredita que o interesse econômico no espaço seja reduzido ao terreno do estacionamento. “Só se o comprador quiser continuar explorando o estacionamento. Tirar a feira dali não pode.”

Com informações do G1 e Tempo Real

Por Jornal da República em 22/01/2026
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