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Programa Sentinela prevê investimento de R$ 2 bilhões e integração com 92 municípios fluminenses
O Estado do Rio de Janeiro deu um passo histórico na modernização da segurança pública ao anunciar, nesta quarta-feira (21), a abertura de licitação para o Programa Sentinela, que prevê a instalação de mais de 200 mil câmeras de segurança em todo território fluminense. Com orçamento de aproximadamente R$ 2 bilhões, a iniciativa promete estabelecer o maior sistema de videomonitoramento da América Latina.
Planejamento técnico de três anos
O projeto não surgiu do improviso. Durante três anos consecutivos, equipes técnicas do governo estadual percorreram centros internacionais de controle e monitoramento, estudando as melhores práticas globais. As missões incluíram visitas aos sistemas das polícias de Nova Iorque, Cidade do México e regiões da China, reconhecidos mundialmente pela eficiência tecnológica.
No âmbito nacional, os especialistas analisaram experiências bem-sucedidas no Espírito Santo, Bahia e São Paulo. A capital paulista, que atualmente concentra o maior parque de câmeras do país com aproximadamente 20 mil equipamentos, serviu como referência importante para o dimensionamento do projeto fluminense.
Implementação em fases estratégicas
O edital da licitação foi publicado nesta quinta-feira (22), estabelecendo cronograma rigoroso para execução. A empresa vencedora terá prazo de seis meses para instalar os primeiros equipamentos em duas localidades estratégicas: Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Esta escolha não é aleatória. Belford Roxo representa uma das regiões com maiores desafios de segurança pública na Baixada, enquanto Copacabana concentra grande fluxo turístico e comercial, permitindo testar a eficiência do sistema em contextos urbanos distintos.
Integração municipal abrangente
O programa estabelece convênios com os 92 municípios fluminenses, criando uma rede integrada de monitoramento sem precedentes no país. Serão implantados 182 centros de controle conectados diretamente com Corpo de Bombeiros, polícias Civil e Militar, além das administrações municipais.
Em contrapartida, os municípios assumem compromissos de medidas preventivas complementares, incluindo reforço da iluminação pública e recuperação de terrenos abandonados. Esta abordagem holística reconhece que a segurança efetiva depende não apenas da tecnologia, mas também da melhoria do ambiente urbano.
Portais eletrônicos nas divisas
O Programa Sentinela retoma uma proposta estratégica: a implantação de portais eletrônicos nas divisas estaduais para coibir entrada de armas e drogas. O primeiro posto deveria ter sido inaugurado no primeiro semestre de 2025, na Rodovia Presidente Dutra, em Resende, mas agora ganha novo impulso dentro do projeto ampliado.
Centros regionais de comando
A estrutura prevê seis centros regionais de monitoramento estrategicamente posicionados em Volta Redonda, Petrópolis, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Duque de Caxias. Esta distribuição garante cobertura eficiente de todas as regiões fluminenses, considerando particularidades geográficas e demográficas.
Critérios técnicos para distribuição
A alocação das câmeras seguirá critérios técnicos rigorosos, considerando tamanho populacional, extensão territorial e índices de criminalidade de cada município. Esta metodologia científica garante otimização dos recursos e máxima efetividade do sistema.
Aplicações além da segurança
Os equipamentos não se limitarão ao combate à criminalidade. O sistema também será utilizado em ações de ordenamento urbano, incluindo fiscalização de trânsito, monitoramento ambiental e gestão de emergências. Esta versatilidade maximiza o retorno do investimento público.
Contexto nacional de videomonitoramento
O investimento fluminense representa salto qualitativo significativo. Em abril de 2025, o próprio estado havia apresentado programa que equipou quase 6 mil viaturas da Segurança Pública e Defesa Civil com câmeras embarcadas, investindo R$ 236,5 milhões. O Programa Sentinela amplia exponencialmente esta capacidade.
Paralelamente, a Prefeitura do Rio anunciou, em julho de 2025, expansão da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS), prevendo instalação de 20 mil câmeras inteligentes até 2028. A sinergia entre iniciativas estadual e municipal potencializa os resultados.
Impacto na América Latina
Com mais de 200 mil câmeras, o sistema fluminense superará qualquer iniciativa similar na região, posicionando o Rio de Janeiro na vanguarda da vigilância urbana continental. Esta liderança tecnológica pode atrair investimentos e parcerias internacionais, fortalecendo a economia local.
O projeto não possui prazo definido para conclusão total, permitindo implementação gradual e ajustes conforme necessário. Esta flexibilidade garante adaptação às mudanças tecnológicas e necessidades operacionais emergentes.
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