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O Ministério da Saúde em exercício, Adriano Massuda, representou o Ministro Alexandre Padilha no Rio Health Forum, que acontece paralelamente ao maior evento de inovação, criatividade e tendências da América Latina, a fisweek25.
Além de Massuda, a abertura contou com a presença, entre outros, do presidente da Fiocruz, Mário Moreira; Ana Estela Haddad, secretária de Saúde Digital do Ministério da Saúde; o presidente da ACRJ e do Conselho Estratégico da Iniciativa FIS, Josier Vilar; e o ex-ministro e presidente do RHF, Nelson Teich.
Segundo o ministro Massuda, nos últimos 35 anos, o SUS transformou um sistema de saúde centralizado em um modelo capilarizado, com equipes atuando em 5.571 municípios, crucial para um país continental como o Brasil, servindo como vetor de transformação na distribuição e democratização do uso de recursos, e na alocação de serviços. “O SUS também se destacou pela inovação na organização de serviços colocando o Brasil como pioneiro na implementação de equipes multiprofissionais de saúde. A Atenção Primária no Rio de Janeiro, com a introdução das equipes de Saúde da Família, representou uma revolução. Esse modelo inovador assegura que populações atendidas por equipes de saúde da família recebam melhores cuidados”, afirmou.
Outro avanço, conforme Massuda, foi em relação a Política Nacional de Atenção Especializada, que estabeleceu novas bases para o desenvolvimento da atenção especializada, alinhadas com os princípios do SUS, visando construir parcerias público-privadas sustentáveis que atendam ao interesse público. “A PNAES trouxe inovações importantes nos mecanismos de financiamento do cuidado especializado, incluindo as 'Ofertas de Cuidados Especializados’. Foi lançado o programa 'Agora Tem Especialistas', considerado a política mais inovadora dos 35 anos do SUS, incentivando a expansão da oferta pública e estabelece bases sustentáveis para uma parceria de longo prazo entre os setores público e privado. O programa cria uma 'nova moeda' para o SUS, permitindo que hospitais filantrópicos e privados paguem dívidas ou troquem créditos tributários federais pela prestação de serviços. O Governo Federal apoia, o setor privado oferece, e a demanda é apresentada pelos gestores estaduais e municipais, otimizando a capacidade instalada”, destacou.
A abertura da fisweek25, por sua vez, contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlos Caiado; do presidente da TurisRio, Sergio Ricardo; da CEO da fisweek, Manuela Melo; do CEO da Iniciativa Fis, Rodrigo Vilar; de Sidney Levy, presidente da Invest.Rio; e do analista técnico do Sebrae, Aguinaldo Dantas.
Rodrigo Vilar anunciou que a fisweek está se expandindo cada vez mais e que nessa edição foram inscritas 11mil e 500 pessoas. “O ecossistema da saúde se uniu para esse momento, que é a fisweek”, enfatizou.
Manuela Melo destacou que a fisweek não é um evento apenas da FIS, é da comunidade do setor. “Com a fisweek, trazemos a inovação, sua importância, e esperamos que ajude à população ter acesso à saúde”.
Carlos Caiado ressaltou
que “o evento traz o futuro da saúde e tem vários aspectos importantes, como o turismo de negócios”, relevante para a cidade do Rio. Sergio Ricardo enalteceu a relevância do turismo de negócios e afirmou que “o Rio de Janeiro oferece condições técnicas e toda a beleza da capital e do interior para grandes eventos”. O presidente da InvestRio lembrou que a cidade vai ter o maior hub de datacenters da América Latina, que “vai ter investimentos de bilhões”. Aguinaldo Dantas ressaltou a necessidade das pesquisas na área da saúde e em outras, como fármacos .
O acesso à saúde foi um dos temas que mais despertaram interesse do público no primeiro dia da fisweek25, realizada no ExpoRio, na Cidade Nova. Nos diferentes palcos, os painéis abrangeram o Bem-Estar e Longevidade; Complexo Industrial e P&D; Educação, Ética, Regulação e Direito da Saúde; e Experiência, Jornada e Engajamento na Saúde.
Grandes personalidades da área fizeram relevantes palestras. Entre eles, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que debateu sobre “É Possível Acelerar o Acesso à Inovação na Saúde para Todos, com Viabilidade Financeira?”.
Outra autoridade do setor, que participou do evento foi Alexandre Kalache, ex-diretor da OMS e presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (International Longevity Centre Brazil – ILC-BR), que emprestou todo o seu conhecimento para apresentar o painel “O Fim do Bônus Demográfico e os Desafios do Mercado da Saúde”. Kalache é referência global em envelhecimento ativo, políticas públicas, direitos humanos e inovação nos cuidados com a velhice.
No painel “O que é Acesso à Saúde?” participaram o professor da USP, ex-presidente da ANVISA e um dos idealizadores do SUS, Gonzalo Vecina; o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Josier Vilar; o ex-ministro da Saúde e presidente do Rio Health Forum, Nelson Teich; e como moderador Giovani Cerri, presidente do Conselho InovaHC.
Vecina defendeu que o cidadão tem o direito de resolver desde os problemas de saúde simples até os mais complicados. Nelson Teich enalteceu a importância do acesso. “Eu vejo o acesso como o começo de uma linha de cuidados”.
Josier Vilar tratou também da importância da tecnologia para o acesso à saúde. "Na área de Saúde a inteligência artificial é fundamental para reduzir o desperdício, eliminar redundâncias, aprimorar processos e promover inovações incrementais ou disruptivas. O objetivo final de todo esse esforço é garantir o acesso da população brasileira aos serviços de saúde", concluiu.
Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho da Magazine Luiza, protagonizou a palestra “Como a Sociedade Civil pode Ajudar a Aumentar o Acesso à Saúde”, que teve Josier Vilar como moderador.
*Rio Health Forum*
No Forum, um dos destaques do dia foi o debate “Sustentabilidade do SUS: Como a Atenção Primária pode Garantir mais Acesso com Qualidade”. A palestra contou com Arnaud Coelho, CEO da MERCK; Daniel Soranz, secretário Municipal de Saúde do Rio; Luciana Albuquerque, secretária Municipal de Saúde de Recife; Ricardo Lourenço, presidente ds Organon; Thiago Virgilio, assessor do Ministério da Saúde; e André Longo, diretor-presidente da AgSUS, que atuou como moderador do painel. Os palestrantes defenderam a farmácia popular, o acesso mais amplo das mulheres aos profissionais e equipamentos de saúde, mecanismos para prevenção de doenças, as teleconsultas, entre outras.
A secretária de Recife contou a experiência na saúde básica, saindo de 59% de cobertura para 80% em poucos anos. A parceria com o Ministério da Saúde, conforme ela, foi fundamental porque ajudou na rediscussão do modelo de trabalho.
Daniel Soranz reforçou que a “Sustentabilidade é muito importante. Como é importante usar a tecnologia para ter um sistema sustentável. Ver o paciente na rede toda com prontuário integrado, por exemplo”.
“Aumentando a Pesquisa Clínica com a Nova Regulamentação” teve a participação da renomada pesquisadora e referência internacional em vacinas, Sue Ann Clemens, que ficou ainda mais conhecida por coordenar os testes da Oxford/AstraZeneca. Além dessa, desenvolveu mais de 20 vacinas, como a da HPV.
Fizeram ainda parte da mesa Amanda Novaes, diretora da GSK; Fernando de Rezende Francisco, gerente executivo da ABRACRO; Glaucia Mesquita, head na Roche; Marcela Junqueira, diretora de Acesso ao Mercado da Abbvie; Thais Melo, diretora de Acesso ao Mercado da Boehringer Ingelheim; e do moderador Luis Russo, CEO da Care Access.
Os eventos fisweek25 e Rio Health Forum continuam amanhã (06/11) e na sexta (07/11).
Para mais informações sobre a programação, acesse os links abaixo.
O site da #fswk25 é https://fis.org.br/fisweek
O site da RHF é https://www.fis.org.br/rhf/schedule
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