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Valor Econômico
O ex-ministro Ricardo Lewandowski é mais um dos nomes no centro das polêmicas envolvendo o Banco Master.
Seu escritório de advocacia recebeu mais de R$5 milhões por serviços de consultoria jurídica para a empresa de Daniel Vorcaro.
A ministra Gleisi Hoffmann disse que Lewandowski tinha contado para Lula sobre os contratos particulares que estava prestando antes de virar ministro da Justiça:
"Quando o presidente convidou o ministro Lewandowski, ele sabia que o ministro tinha contratos privados. O ministro informou que ia cumprir a lei e desvencilhar-se de todos os contratos, o que fez. Não há problema, irregularidade nenhuma, crime nenhum em ele ter contratos de consultoria. O ministro prestou relevantes serviços para o país".
Questionada se ele havia contado especificamente sobre sua relação com o Master, Gleisi disse que o ex-ministro “deve ter avisado”.
"Quero aqui lembrar que toda essa apuração feita em relação ao Banco Master foi feita sob a gestão do ministro Lewandowski, a gestão da Polícia Federal. Foi na gestão do ministro Lewandowski que o presidente do Master, o Vorcaro, foi preso", ressaltou.
Por fim, ela afirmou que o governo Lula está trabalhando para investigar as fraudes e destacou o trabalho do presidente do Banco Central:
"O governo tem mostrado que está empenhado em saber as responsabilidades dessa fraude e punir. Foi na gestão do Galípolo, do Banco Central, que se deu a intervenção do banco, da liquidação, e foi na gestão do Ministro Levandowski que a Polícia Federal fez uma apuração rigorosa, inclusive com a prisão do presidente do Master", declarou.
Lewandowski disse que não ocupava cargo quando trabalhou para o banco
A consultoria foi feita após indicação do senador Jaques Wagner (PT), segundo a jornalista Andreza Matai do Metrópoles.
O contrato previa pagamentos mensais de R$250 mil e foi assinado em 2023. O último pagamento foi feito em setembro do ano passado.
Em nota enviada ao G1, a assessoria de Lewandowski confirmou que ele prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco após deixar o STF:
"O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master".
No entanto, a assessoria afirmou que ele parou de trabalhar para o banco quando se tornou ministro do governo Lula:
"Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos".
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