Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Em meio à crescente repercussão do caso que envolve o Banco Master e seus controladores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que todas as questões relacionadas à instituição financeira serão conduzidas exclusivamente de forma técnica pelo Banco Central do Brasil (BC), sem interferência política ou direcionamentos externos.
A declaração ocorreu após a divulgação de informações sobre um encontro realizado em dezembro de 2024, no qual os banqueiros Daniel Vorcaro e Augusto Lima se reuniram com o presidente, em uma conversa intermediada pelo ex-ministro Guido Mantega, que atuava como consultor do banco à época.
Segundo relatos sobre o encontro, Lula foi direto ao afirmar que qualquer assunto envolvendo o Banco Master deveria ser tratado dentro dos critérios técnicos, regulatórios e institucionais, respeitando a autonomia do Banco Central e os procedimentos legais previstos no sistema financeiro nacional.
Essa diretriz passou a se refletir na prática. O Banco Central decretou intervenção no Banco Master por problemas de liquidez, adotando medidas administrativas previstas na legislação bancária. Paralelamente, a Polícia Federal conduz investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição.
Declarações públicas reforçam posicionamento
Nos últimos dias, o presidente também se manifestou publicamente sobre o caso durante agenda oficial em Maceió (AL), ao criticar duramente práticas que prejudicam a população mais vulnerável e ao mencionar supostos prejuízos bilionários ligados ao banco, sem citar nomes diretamente.
A postura do governo reforça a estratégia de transferir integralmente a condução do caso às autoridades técnicas e institucionais competentes, preservando a autonomia do Banco Central e evitando qualquer interferência política em processos de investigação, fiscalização e responsabilização.
O episódio ocorre em um momento sensível para o sistema financeiro brasileiro, ampliando o debate sobre governança bancária, fiscalização, responsabilidade institucional e o papel dos órgãos reguladores na prevenção de crises e fraudes estruturais no setor.
Fonte: Brasil247
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!