Maricá conservadora rejeita PT e agora partido se destrói sozinho: Horta abandona barco furado de governo corrupto e decide disputar Câmara Federal

Fabiano Horta rompe com Quaquá e pode dividir PT em Maricá

Maricá conservadora rejeita PT e agora partido se destrói sozinho: Horta abandona barco furado de governo corrupto e decide disputar Câmara Federal

Ex-prefeito decide disputar Câmara Federal enquanto atual governo enfrenta crise de popularidade e processos judiciais

O cenário político de Maricá ganhou novos contornos com a decisão do ex-prefeito Fabiano Horta de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, movimento que pode resultar em um racha significativo no PT municipal. A escolha contraria diretamente os planos do atual prefeito Washington Quaquá, que já havia estruturado sua estratégia eleitoral com outros nomes, em um momento em que seu governo enfrenta sérias turbulências.

Governo Quaquá em crise

O atual governo de Washington Quaquá, apelidado pelos críticos de "governo Buraco", atravessa uma das piores fases de sua gestão. Após duas décadas no poder, o prefeito enfrenta múltiplos processos judiciais e uma popularidade em queda livre, reflexo de promessas não cumpridas que marcaram sua longa permanência no comando da cidade.

Um dos principais pontos de crítica é a ausência de saneamento básico no município, problema que persiste mesmo após 20 anos de gestão petista. "É inadmissível que uma cidade com tanto potencial ainda não tenha resolvido questões básicas como esgotamento sanitário", critica um morador da região central.

Território conservador desafia hegemonia petista

Os dados eleitorais de 2022 revelam uma realidade incômoda para o PT local: Maricá demonstrou clara preferência por candidatos de direita. Jair Bolsonaro (PL) obteve o maior número de votos na disputa presidencial, enquanto Cláudio Castro (PL) venceu com folga para o governo estadual, conquistando 46,81% dos votos válidos contra apenas 39,62% de Marcelo Freixo (PSB).

Essa vitória conservadora "de lavada" expõe a fragilidade do projeto petista em sua própria base territorial, sinalizando que o eleitorado maricaense pode estar buscando alternativas ao modelo político vigente.

Estratégia política divergente

Fabiano Horta comunicou sua decisão a Quaquá nesta terça-feira, deixando claro que não pretende mais seguir a linha política traçada pelo atual prefeito. Nos bastidores, o ex-prefeito nunca demonstrou interesse real em concorrer ao Senado ou em compor uma chapa majoritária como vice de Eduardo Paes, opções que vinham sendo ventiladas por aliados.

A escolha pela Câmara dos Deputados é interpretada por analistas políticos como uma estratégia de Horta para manter seu capital político independente, distanciando-se de um governo que acumula desgastes. "É uma jogada de quem quer preservar sua autonomia política longe de um projeto em declínio", avalia um veterano da política fluminense.

Concorrência acirrada na base de esquerda

O cenário se complica ainda mais com a presença de candidatos fortes que disputarão votos diretamente na base eleitoral da esquerda. Nomes como Dellaroli, Altineu, Cortez, Netuno, Poubel e Malafaia já demonstram interesse em participar do pleito, prometendo uma disputa acirrada pelos votos progressistas da região.

Essa fragmentação pode ser fatal para as pretensões petistas, especialmente considerando que o partido já enfrentará divisão interna com três possíveis candidatos: Fabiano Horta, Diego Zeidan (filho de Quaquá e presidente regional do PT) e Celso Pansera (presidente da Codemar e ex-ministro).

PT pode ter três candidatos

Com a decisão de Horta, o PT de Maricá pode chegar às eleições de 2026 com três candidatos à Câmara Federal. Essa divisão pode enfraquecer significativamente as chances do partido numa região onde já perdeu terreno para a direita e enfrentará forte concorrência de outros nomes da esquerda.

Diego Zeidan, que assumiu a presidência regional do PT com o apoio do pai, representa a continuidade de um projeto político questionado. Já Celso Pansera traz a experiência de quem já ocupou postos importantes no governo federal, mas carrega o ônus de estar associado ao atual governo municipal.

Processos judiciais assombram gestão

Os múltiplos processos judiciais que rondam o governo Quaquá adicionam um elemento de instabilidade ao cenário político local. Essas questões legais não apenas comprometem a imagem da administração, mas também podem influenciar diretamente as escolhas eleitorais dos maricaenses em 2026.

Impactos na política local

O racha no PT maricaense pode ter consequências que vão além da disputa federal. A divisão pode enfraquecer o partido nas eleições municipais de 2028 e afetar a governabilidade de projetos que dependem da unidade partidária.

Washington Quaquá, que construiu sua carreira política com base em alianças sólidas, agora enfrenta o desafio de manter a coesão do grupo político que o sustenta em meio a uma crise de credibilidade. A saída de Horta representa não apenas uma divergência estratégica, mas também uma ruptura pessoal significativa em um momento crítico.

Próximos passos

A oficialização das candidaturas ainda depende das convenções partidárias, mas o movimento de Horta já sinaliza que 2026 será um ano de redefinições importantes na política de Maricá. O ex-prefeito terá que construir uma base de apoio independente, enquanto Quaquá precisará reorganizar suas estratégias eleitorais em meio aos escombros de sua popularidade em declínio.

A decisão também pode influenciar outros municípios da região, onde lideranças locais observam atentamente os movimentos políticos de Maricá. Como ensina a sabedoria popular: "Quando a casa está pegando fogo, cada um salva o que pode" - e Horta parece ter decidido salvar sua própria carreira política.

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Por Jornal da República em 28/01/2026
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