Movimento no tabuleiro da segurança

Movimento no tabuleiro da segurança

A solenidade no 31º BPM teve protocolo, mudança de nome da unidade, inauguração de busto e entrega de blindados. Mas o que chamou atenção foi o gesto político.

O deputado estadual Douglas Ruas, pré-candidato do PL ao governo do estado, não foi ao evento apenas para marcar presença. Circulou entre oficiais, conversou com praças e, diante do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes, fez questão de registrar posição.

Bateu continência.

Num ambiente militar, é formalidade. Na política, é mensagem. Ruas sinalizou parceria e proximidade com Menezes, hoje um dos nomes mais estratégicos da segurança pública fluminense.

A cerimônia homenageava o Capitão Jonathan Francisco da Silva, morto em 15 de novembro de 2025, durante operação na comunidade Beira Rio, no Recreio dos Bandeirantes. Ele foi baleado em confronto com criminosos armados, chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu. Tinha 34 anos, estava na corporação desde 2019 e deixou esposa e uma filha de três anos.

A mudança de nome do batalhão e a inauguração do busto com a inscrição “Capitão Jonathan Francisco da Silva – Eterno Herói do 31º BPM” eternizam o oficial na história da unidade onde servia. A homenagem consolida institucionalmente o reconhecimento ao policial morto em serviço.

O ato teve peso simbólico. Mas foi o alinhamento político que reverberou.

Em discurso, Ruas elogiou a condução técnica de Menezes e o apontou como peça fundamental na melhoria da estrutura e na modernização das ações da Polícia Militar. Deixou claro que a segurança pública será o eixo central de sua pré-campanha.

Não é detalhe. É construção.

Ao permanecer ao lado de Menezes durante a solenidade, Ruas associou sua imagem à pauta que mais mobiliza o eleitor fluminense: combate ao crime, fortalecimento da tropa e presença do Estado.

Nos bastidores, a leitura é direta. Segurança será o centro do debate eleitoral. E Menezes surge, nesse tabuleiro, como referência técnica nesse campo.

Em política, alianças não nascem do acaso. Elas se ensaiam em público. Nesta sexta-feira, o ensaio foi evidente.

Por Jornal da República em 28/02/2026
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