Palco gospel no Réveillon explicita assimetria religiosa e reabre ferida histórica em Copacabana

Vídeo celebra evangelização com apoio da prefeitura no Réveillon e reacende debate sobre laicidade e apagamento afro-brasileiro.

Palco gospel no Réveillon explicita assimetria religiosa e reabre ferida histórica em Copacabana

“Estamos evangelizando”: o Estado laico em modo palco político com Alexandre Isquierdo, secretário de Castro

A frase não deixa margem a eufemismos. “Estamos evangelizando.” Dita em tom de vitória, cercada de jovens fiéis e registrada para as redes, ela escancara o que estava subentendido no Réveillon de Copacabana: o espaço público, financiado pelo Estado, virou instrumento explícito de proselitismo religioso.

No vídeo divulgado por Alexandre Isquierdo — secretário de Estado, pastor e vereador licenciado — a celebração não é a música, nem a convivência plural. É a “oportunidade” concedida pela prefeitura para “marcar posição” e “declarar que o Rio de Janeiro é do Senhor Jesus”. A fala do líder identificado como Lucão, agradecendo o palco gospel, cristaliza o ponto: trata-se de poder, não de diversidade.

Diarío Carioca

Por Jornal da República em 03/01/2026
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