Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
O pastor evangélico e empresário Fabiano Campos Zettel tornou-se um dos principais alvos de uma investigação conduzida pela Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o setor bancário e empresarial. Ele é conhecido por ter sido um dos maiores doadores individuais das campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas nas eleições de 2022.
Zettel ganhou projeção nacional após a divulgação de dados eleitorais que apontam a destinação de milhões de reais às campanhas dos dois políticos. O volume expressivo das doações chamou a atenção de investigadores, especialmente diante do contexto das apurações que envolvem instituições financeiras e empresas ligadas ao seu núcleo familiar.
Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, Fabiano Zettel passou a ser investigado no âmbito de uma operação que apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos utilizados em doações eleitorais e sua eventual relação com operações financeiras sob suspeita.
Além da atuação no meio religioso, Zettel também se apresenta como investidor e gestor de fundos privados, com participação em empresas dos setores imobiliário, financeiro e de varejo. Ele esteve à frente de fundos de investimento voltados a participações societárias e já ocupou cargos de direção em companhias ligadas a grandes operações financeiras.
Durante o avanço da investigação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços associados ao empresário e a outros investigados, além de determinar bloqueios de bens e valores. As medidas visam preservar provas e evitar movimentações financeiras que possam comprometer o andamento do inquérito.
A defesa de Fabiano Zettel sustenta que todas as doações eleitorais foram realizadas dentro dos limites previstos em lei e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. Segundo os advogados, o investigado nega qualquer irregularidade e afirma que sua atuação empresarial e religiosa sempre ocorreu de forma legal.
Tanto o ex-presidente Jair Bolsonaro quanto o governador Tarcísio de Freitas afirmaram, por meio de aliados, que não possuem vínculo pessoal ou financeiro com o doador além das contribuições oficiais registradas nas campanhas. As equipes ressaltam que as prestações de contas foram analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
O caso segue sob sigilo e permanece em fase de aprofundamento das investigações. A presença de um grande financiador de campanhas presidenciais e estaduais no centro das apurações adiciona um forte componente político ao inquérito, que pode ter desdobramentos relevantes no cenário institucional e eleitoral do país.
Fonte: G1
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!