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Eduardo Paes deve ter seu primeiro adversário revelado nas próximas semanas com a disputa interna na direita fluminense coloca Douglas Ruas e Marcelo Delaroli como principais cotados para enfrentar o prefeito carioca

A sucessão estadual do Rio de Janeiro em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores da política fluminense. Enquanto Eduardo Paes se consolida como favorito para disputar o governo do estado, a direita ainda busca definir quem será seu principal adversário.
Duas figuras emergem com força nas conversas reservadas: Douglas Ruas, atual secretário das cidades e deputado estadual licenciado, e Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí. Ambos representam diferentes estratégias e riscos para o grupo político liderado por Cláudio Castro e o Partido Liberal (PL).
Douglas Ruas carrega consigo um capital político considerável, construído principalmente através do domínio familiar em São Gonçalo. A cidade registrou em 2024 o terceiro maior número de eleitores do estado, com 491.211 votos apurados, conferindo peso significativo a qualquer candidatura que tenha base sólida no município.
O poder da família Ruas foi demonstrado de forma inequívoca na reeleição do prefeito Capitão Nelson, pai de Douglas, que conquistou impressionantes 84,49% dos votos válidos. Essa hegemonia política credencia Douglas para disputas estaduais e garantiria a Cláudio Castro um reduto eleitoral estratégico em sua possível candidatura ao Senado.
Entretanto, a candidatura de Douglas Ruas apresenta riscos calculados que preocupam estrategistas do grupo. O principal deles é que Douglas perderia seu mandato caso seja derrotado na eleição, cenário considerado provável diante da força política de Eduardo Paes.
Além disso, sua saída de São Gonçalo poderia impactar negativamente a base eleitoral do deputado federal Altineu Cortes, que obteve 75.793 votos em 2022, boa parte impulsionada pela popularidade de Douglas na região. Há ainda a questão sucessória municipal de 2028, disputa crucial para manter o controle político da família na cidade.
Marcelo Delaroli surge como alternativa mais segura dentro do espectro político da direita fluminense. Reeleito prefeito de Itaboraí em 2024 com extraordinários 93,79% dos votos - o maior percentual do Brasil -, Delaroli demonstra habilidade política excepcional ou, como observam analistas, conta com "um anjo protetor muito poderoso".
Sua principal vantagem estratégica reside na facilidade sucessória: caso deixe o cargo para disputar o governo estadual, seu sobrinho João Delaroli, atual presidente da Câmara Municipal e filho do deputado estadual Guilherme Delaroli, assumiria naturalmente o comando da cidade.
Embora Itaboraí não possua o peso eleitoral de São Gonçalo, a candidatura de Delaroli apresenta menor risco político para o grupo. Ele não arriscaria perder mandato em caso de derrota e mantém excelente trânsito político entre figuras importantes como Douglas Ruas, Altineu Cortes e a própria família Bolsonaro.
Essa rede de relacionamentos pode ser fundamental para construir uma candidatura competitiva contra Eduardo Paes, que chega como franco favorito após sua gestão bem avaliada na prefeitura do Rio de Janeiro.
O cenário político fluminense está prestes a se definir, com esses dois nomes concentrando as atenções dentro do PL e do grupo político de Cláudio Castro. A escolha entre Douglas Ruas e Marcelo Delaroli refletirá diferentes visões estratégicas: apostar no peso eleitoral de São Gonçalo com maiores riscos, ou optar pela segurança política de Itaboraí com menor potencial de mobilização.
Eduardo Paes aguarda essa definição para conhecer seu primeiro adversário declarado, em uma disputa que promete ser uma das mais importantes da política fluminense nos próximos anos.
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