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As desculpas do prefeito Carlos Santana (Republicanos) não convenceram nem os banhistas mais pacientes. Quem frequenta Porto de Galinhas (PE) garante: a agressão contra turistas não é um caso isolado, mas sim parte de uma rotina nada turística — marcada pela falta de fiscalização e pela omissão que já virou tradição na areia.
No vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Ipojuca tentou minimizar o episódio em que barraqueiros partiram para cima de um casal de Mato Grosso no último sábado (27). Com tom solene, Santana disse que a violência “não representa a história de acolhimento” da praia e pediu desculpas em nome de todos os trabalhadores locais. O problema é que os frequentadores não compraram o discurso: para eles, a cena é velha conhecida.
Segundo o prefeito, a prefeitura teria agido “imediatamente” após tomar conhecimento do caso, identificando os envolvidos e oferecendo suporte às vítimas. A barraca foi suspensa temporariamente e os funcionários afastados.
Além disso, Santana prometeu reforço na fiscalização com Guarda Municipal, Meio Ambiente e Procon. Promessa que soa como replay de tantas outras já feitas e esquecidas.
“Não vamos tolerar abusos”, garantiu o prefeito. Mas os turistas e moradores sabem que, na prática, o abuso já virou parte do cardápio das praias da região.
Enquanto isso, Porto de Galinhas segue tentando vender a imagem de paraíso tropical. Mas, para quem esteve lá no último fim de semana, o cenário foi mais digno de ringue improvisado do que de cartão-postal.
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