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Prefeito prometeu 'maior piscina natural do mundo' em Itaipuaçu, mas obra nunca saiu do papel
Uma tragédia que poderia ter sido evitada marcou o primeiro dia de 2026 em Maricá. Luiz Pedro Fortes dos Santos, de 70 anos, pai de Merylin Camargo dos Santos—uma das 242 vítimas do incêndio na Boate Kiss em 2013—morreu afogado na praia de Itaipuaçu, exatamente no local onde o prefeito Washington Quaquá (PT) prometeu construir uma "piscina natural" que nunca foi implementada. A morte expõe de forma dramática as consequências reais da inação política e do descumprimento de promessas que poderiam ter salvado vidas.
A ironia trágica da situação se torna evidente quando confrontamos a realidade atual com as promessas grandiosas feitas por Quaquá há mais de um ano. O prefeito havia anunciado publicamente a construção de um molhe de pedras que transformaria Itaipuaçu na "maior piscina natural do mundo", criando uma área protegida e segura para banhistas. No entanto, mais de um ano depois, nenhuma pedra foi colocada no mar, e o projeto permanece apenas no discurso político.
A promessa grandiosa que virou pesadelo
Em campanha, Washington Quaquá fez uma das promessas mais ambiciosas de sua gestão, anunciando com entusiasmo a transformação radical da praia de Itaipuaçu. "Em Itaipuaçu vai ser a maior piscina natural do mundo. Eu fui ao patrimônio da União, todas as licenças ambientais estão dadas e nós já começamos a botar pedra no mar", declarou o prefeito em discurso público, criando expectativas enormes na população local.
O projeto prometido era grandioso: 4 km de braço de pedra que formariam um molhe protetor, criando uma área de banho completamente segura, protegida das ondas fortes e correntes perigosas que caracterizam a região. "Nós vamos fazer aquele molhe, depois vamos fazer 4 km de braço de pedra em Itaipuaçu, vai ser a maior piscina natural do mundo", prometeu Quaquá, garantindo que a obra começaria imediatamente após sua posse.
Mentiras e propaganda política
A análise detalhada das declarações de Quaquá revela um padrão preocupante de desinformação e propaganda enganosa. O prefeito afirmou categoricamente que "todas as licenças ambientais estão dadas" e que "já começamos a botar pedra no mar", declarações que se mostraram completamente falsas. Mais de um ano depois, não há evidências de que qualquer licença tenha sido obtida ou que uma única pedra tenha sido colocada no local.
Essa prática de fazer anúncios bombásticos sem base na realidade caracteriza a gestão de Quaquá, que utiliza promessas grandiosas como ferramenta de marketing político, sem se preocupar com a viabilidade ou implementação efetiva dos projetos anunciados. A morte de Luiz Pedro Santos expõe de forma cruel as consequências reais dessa irresponsabilidade administrativa.
Segurança que nunca chegou
O projeto da piscina natural não era apenas uma obra de embelezamento ou turismo; tratava-se de uma questão fundamental de segurança pública. A praia de Itaipuaçu é conhecida por suas condições marítimas desafiadoras, com ondas fortes e correntes que representam riscos significativos para banhistas, especialmente em dias de ressaca marítima como o que vitimou Luiz Pedro.
A construção do molhe prometido teria criado uma área protegida onde os banhistas poderiam desfrutar do mar com segurança, mesmo em condições adversas. Essa infraestrutura de proteção é comum em destinos turísticos ao redor do mundo e representa uma medida eficaz de prevenção de afogamentos. A ausência dessa proteção em Itaipuaçu, apesar das promessas, deixou os banhistas expostos aos perigos naturais do mar aberto.
Oportunidade perdida de salvar vidas
Se o projeto prometido por Quaquá tivesse sido implementado, Luiz Pedro Santos poderia estar vivo hoje. A piscina natural teria oferecido uma alternativa segura para o banho de mar, especialmente em um dia com alertas de ressaca marítima. A área protegida pelo molhe permitiria que famílias e idosos desfrutassem do ambiente marinho sem se expor aos riscos das ondas fortes e correntes perigosas.
A morte de Luiz Pedro representa não apenas uma tragédia individual, mas um símbolo das vidas que poderiam ter sido salvas se as promessas políticas fossem transformadas em ações concretas. Cada dia de atraso na implementação de medidas de segurança representa um risco adicional para a população que confia nas promessas de seus representantes.
Padrão de promessas vazias
O caso da piscina natural de Itaipuaçu não é isolado na gestão de Quaquá. O prefeito tem um histórico de fazer anúncios grandiosos que geram grande repercussão na mídia, mas que raramente se concretizam nos prazos prometidos ou com as características anunciadas. Essa estratégia de comunicação política prioriza o impacto midiático sobre a entrega efetiva de resultados para a população.
A prática de fazer promessas sem base técnica ou orçamentária adequada caracteriza uma gestão irresponsável que trata questões de segurança pública como oportunidades de marketing político. A população de Maricá tem o direito de esperar que os anúncios de seu prefeito sejam baseados em planejamento sério e compromisso real com a implementação.
Responsabilidade política e moral
A morte de Luiz Pedro Santos coloca Quaquá em uma posição de responsabilidade política e moral inescapável. Como prefeito que prometeu especificamente criar condições de segurança em Itaipuaçu, ele carrega o peso de não ter cumprido uma promessa que poderia ter salvado vidas. A lamentação tardia expressa nas redes sociais não pode compensar a inação que precedeu a tragédia.
A responsabilidade de Quaquá se agrava quando consideramos que ele tinha conhecimento específico dos riscos da região e havia prometido publicamente solucioná-los. A falha em implementar as medidas de segurança prometidas constitui negligência administrativa que resultou em consequências fatais para a população.
Impacto na credibilidade política
O descumprimento da promessa da piscina natural, especialmente após uma morte que poderia ter sido evitada, representa um golpe severo na credibilidade política de Quaquá. A população de Maricá agora tem motivos concretos para questionar a seriedade de futuras promessas do prefeito, especialmente aquelas relacionadas à segurança pública.
A credibilidade política é um ativo fundamental para a governabilidade efetiva. Quando um gestor público perde a confiança da população devido ao descumprimento sistemático de promessas, sua capacidade de implementar políticas públicas fica severamente comprometida. O caso de Itaipuaçu pode marcar um ponto de inflexão na percepção pública sobre a gestão de Quaquá.
Necessidade de prestação de contas
A sociedade civil e os órgãos de controle devem exigir explicações detalhadas sobre o que impediu a implementação do projeto da piscina natural. Quaquá deve prestar contas sobre o uso dos recursos públicos destinados à obra, o status real das licenças ambientais e os motivos pelos quais as promessas não foram cumpridas.
A transparência sobre os obstáculos enfrentados pelo projeto é fundamental para que a população possa avaliar se houve negligência administrativa ou se existem impedimentos legítimos que justifiquem o atraso. A prestação de contas também é essencial para evitar que promessas similares sejam feitas no futuro sem base sólida para sua implementação.
Lições para a gestão pública
O caso da piscina natural de Itaipuaçu oferece lições importantes sobre a responsabilidade na comunicação política e a necessidade de vincular promessas públicas a planejamento técnico adequado. Gestores públicos devem evitar fazer anúncios grandiosos sem ter certeza sobre sua viabilidade e capacidade de implementação.
A tragédia também demonstra como questões de segurança pública não podem ser tratadas como oportunidades de marketing político. Quando vidas estão em jogo, a responsabilidade dos gestores públicos transcende considerações eleitorais e exige ação concreta e efetiva.
A morte de Luiz Pedro Fortes dos Santos em Itaipuaçu representa mais do que uma tragédia individual; é um símbolo das consequências fatais da irresponsabilidade política e do descumprimento de promessas relacionadas à segurança pública. A ausência da piscina natural prometida por Quaquá deixou os banhistas expostos a riscos que poderiam ter sido mitigados, transformando uma promessa política não cumprida em uma questão de vida ou morte. A sociedade deve exigir que seus representantes assumam a responsabilidade por suas promessas e implementem efetivamente as medidas de segurança que anunciam, para que tragédias como esta não se repitam.
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