Senador remove fotos com Bolsonaro e pode pagar preço alto nas eleições de 2030

Romário enfrenta pressão política por distanciamento de Bolsonaro e futuro eleitoral incerto

Senador remove fotos com Bolsonaro e pode pagar preço alto nas eleições de 2030

Senador sofre ataques por distanciamento de Bolsonaro enquanto analistas questionam se movimento será esquecido ou fatal para próxima eleição

A política brasileira acaba de ganhar mais um capítulo de tensão interna com a crescente pressão sobre o senador Romário, do Partido Liberal. O ex-craque, eleito em 2014 e reeleito em 2022 pela sigla, enfrenta uma enxurrada de críticas por não se posicionar publicamente em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, movimento que pode definir seu futuro político nas eleições de 2030.

A situação se agravou quando páginas políticas noticiaram que Romário teria removido fotos ao lado de Bolsonaro de suas redes sociais, gesto interpretado como distanciamento estratégico do líder bolsonarista. O movimento gera questionamentos sobre a lealdade partidária e pode ter consequências duradouras para a carreira política do senador, que só voltará às urnas daqui a seis anos.

O dilema de Romário reflete uma tensão maior dentro do PL e da própria direita brasileira. O eleitorado bolsonarista é historicamente conhecido por não perdoar facilmente o que considera quebra de lealdade, criando um cenário onde políticos que se distanciam do ex-presidente podem enfrentar retaliações eleitorais significativas. A memória política deste segmento tende a ser duradoura, especialmente quando envolve questões de fidelidade ideológica.

Por outro lado, Romário pode estar apostando em uma estratégia de longo prazo, calculando que até 2030 o cenário político brasileiro terá mudado substancialmente. Sua base eleitoral histórica se sustenta na memória de sua trajetória esportiva gloriosa e em um trabalho social consolidado, fatores que podem transcender alinhamentos partidários momentâneos e garantir sua sobrevivência política independentemente das turbulências atuais.

O cenário de 2030 promete ser particularmente complexo para todos os atores políticos. Caso Lula consiga reeleição em 2026, chegará aos 84 anos em 2030 e estará constitucionalmente impedido de buscar um terceiro mandato consecutivo. A esquerda brasileira enfrenta o desafio de não possuir um sucessor natural consolidado, considerando que Fernando Haddad não conseguiu emplacar em 2018 e outros nomes carecem de projeção nacional suficiente.

Este vácuo sucessório na esquerda pode criar oportunidades para políticos como Romário, que possuem trânsito em diferentes espectros ideológicos e base eleitoral própria. Sua experiência parlamentar, combinada com o carisma pessoal e a popularidade duradoura, pode se tornar um diferencial em uma disputa onde candidatos tradicionais podem enfrentar desgaste ou falta de renovação.

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Por Jornal da República em 12/08/2025
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