Úrsula Parreira representa no Rio Othon Palace a terceira maior indústria de moagem da Itália e maior produtora de farinhas orgânicas da Europa

'A Itália tinha que estar aqui': farinha orgânica Molino Grassi entra na cozinha do circuito gourmet e vira base de massas e pizzas

A representante da Molino Grassi no Brasil, Úrsula Parreira, foi entrevistada durante o Circuito Gourmet Internacional de Chefs O Mundo à Mesa, no Rio Othon Palace, em Copacabana, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2026. O evento é realizado pela ABRACHEFS-RJ em conjunto com o Circuito Gourmet Internacional de Chefs, com apoio do Lab Criativo.

A conversa começou pela lógica da presença italiana em um festival de cozinha internacional. "Certamente o evento fala da cozinha do mundo todo, e logicamente tinha que ter a Itália aqui conosco através da farinha Molino Grassi, tão importante e responsável por alguns pratos: macarrões, pizzas e outros."

O que foi servido no evento

Perguntada sobre a aplicação prática da farinha na programação, Úrsula confirmou o uso em dois momentos. "Teve chef que fez massa com a nossa farinha. Nós tivemos a apresentação de pizza aqui no evento, e foi um sucesso total, todo mundo admirou muito."

A avaliação do público e dos profissionais foi o ponto que ela mais destacou. "A participação no evento foi fenomenal, super agradável, receptivo, um bom público: chefes, estudantes, inexperientes, com sede de aprendizado. Foi muito bom."

O diferencial que a marca reivindica

A resposta sobre o que distingue o produto foi direta. "A Molino Grassi é a única farinha orgânica da Itália."

O dado é verificável na estrutura da empresa. Fundada em Parma, a Molino Grassi é a terceira maior indústria de moagem da Itália e o maior produtor de sêmola — farinha de trigo duro — do país. No segmento orgânico, é apontada como o maior produtor de farinhas orgânicas de trigo mole e duro da Europa.

A trajetória acompanha essa especialização. Nos anos 1930, a empresa familiar concentrou-se na transformação de trigo mole para panificação. Nos anos 1960, entrou na produção de sêmola. No início dos anos 1990, abriu a linha de trigo orgânico — hoje, na quarta geração da família, o orgânico é o centro do negócio.

Indicador da Molino Grassi Dado
Sede Parma, Itália
Posição na moagem italiana 3ª maior indústria
Maior produtor italiano de Sêmola (trigo duro)
Maior produtor europeu de Farinhas orgânicas de trigo mole e duro
Início da linha orgânica Início dos anos 1990
Geração atual Quarta

A linha que atende cada aplicação

A amplitude do portfólio foi explicada em sequência. "A gente tem farinha para atender panificação, para atender doce, para atender pizzaria, para atender massa seca, massa fresca, e a gente entrega no Brasil inteiro."

A segmentação por uso não é detalhe comercial — é técnica. Farinha tipo "00" para pizza napolitana tem especificação de força de glúten (valor W) e relação elasticidade/plasticidade (P/L) próprias.

A farinha para massa fresca exige outro perfil de moagem. A sêmola de trigo duro, granulometria distinta. Cada produto responde a um comportamento de massa diferente.

Entre as linhas orgânicas da marca estão produtos formulados com variedades antigas de trigo italiano, além de farinhas de KAMUT (trigo khorasan), trigo espelta e versões integrais — todas certificadas orgânicas, sem organismos geneticamente modificados, sem bromato e sem branqueamento.

Por que a Itália cresce no Brasil

A presença da marca em um evento gastronômico carioca se insere em um movimento comercial mensurável. Em 2025, as importações brasileiras de produtos agroalimentares italianos somaram US$ 409,8 milhões, alta de cerca de 6% sobre 2024. Entre as categorias, produtos de panificação lideraram os pedidos, com R$ 85,4 milhões.

Indicador Dado
Importações agroalimentares italianas (2025) US$ 409,8 mi (+6%)
Panificação — liderança de categoria R$ 85,4 mi
Contexto Expectativa de consolidação do acordo Mercosul–União Europeia

O dado sobre panificação é o que sustenta diretamente a aposta da Molino Grassi. Pão, pizza e massa fresca formam a tríade de maior consumo da culinária italiana no Brasil — e são justamente os produtos que dependem de farinha com especificação correta.

O contexto regulatório também pesa. A expectativa de consolidação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem levado empresas italianas a ampliar presença no mercado brasileiro, como demonstrou a participação do país na Fispal Food Service 2026. Redução de barreiras tarifárias beneficiaria exatamente o tipo de produto que a Molino Grassi exporta.

O que um festival entrega a um expositor de insumo

A presença de um fabricante de farinha em um evento de chefs segue uma lógica diferente da de um restaurante. O público não compra farinha para consumo imediato — quem decide sobre a compra é o profissional que está testando a massa.

E é justamente essa a função das aulas-show e das competições: criar ambiente em que o chef testa o insumo sob pressão, compara resultado com o que já usa e forma opinião técnica. Um padeiro avalia a farinha pela extensibilidade da massa, pela tolerância à fermentação longa e pela estrutura do miolo — qualidades que só se revelam no forno.

Por isso a fala de Úrsula sobre "chefes, estudantes, inexperientes, com sede de aprendizado" não é elogio genérico. É a descrição do público que efetivamente especifica compra em cozinha profissional.

Onde encontrar

O contato foi informado de forma direta: molinograssi.it ou Molino Grassi Brasil, com atendimento por recado e retorno.

Bio de Úrsula Parreira

Úrsula Parreira é responsável pela representação no Brasil da Molino Grassi, moinho italiano sediado em Parma e uma das principais referências mundiais em farinhas orgânicas.

À frente da marca no país, atua na interlocução com chefs, pizzaiolos, padeiros e estudantes de gastronomia — público que especifica e valida insumo em cozinha profissional.

A empresa que representa carrega credenciais específicas: é a terceira maior indústria de moagem da Itália, o maior produtor italiano de sêmola de trigo duro e o maior produtor europeu de farinhas orgânicas de trigo mole e duro.

A trajetória do moinho acompanha a especialização de quatro gerações: nos anos 1930, trigo mole para panificação; nos anos 1960, sêmola; no início dos anos 1990, a abertura para o trigo orgânico, hoje o eixo central do negócio.

Seu portfólio no Brasil cobre farinhas para panificação, confeitaria, pizzaria, massa seca e massa fresca, incluindo variedades antigas de trigo italiano, KAMUT e espelta, todas sem organismos geneticamente modificados, sem bromato e sem branqueamento.

Em novembro de 2026, representou a marca como expositora do Circuito Gourmet Internacional de Chefs — O Mundo à Mesa, no Rio Othon Palace, em Copacabana, onde a farinha foi utilizada na preparação de massas por chefs participantes e em apresentação de pizza durante a programação.

Sua atuação se apoia em um mercado em expansão: as importações brasileiras de produtos agroalimentares italianos somaram US$ 409,8 milhões em 2025, com panificação na liderança das categorias. Canais de contato: molinograssi.it e Molino Grassi Brasil.

Por Robson Talber @robsontalber

Repórter Antonio Lemos, @djportugues

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Por Jornal da República em 04/11/2026
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