A voz que saiu da bolha: A trajetória de Lays Loureiro, a vereadora mais jovem de Emas rompe barreiras de gênero e traz inovação para na política paraibana

Saindo da bolha: como pequenos municípios encontram desenvolvimento através do diálogo nacional

A 27ª Marcha de Prefeitos do Brasil revelou uma história que desafia as estruturas tradicionais da política municipal. Lays Priscilla C. Loureiro, vereadora de Emas, Paraíba, representa uma ruptura com o modelo político que prevalece nas pequenas cidades do interior nordestino. Cristã, estudante de Psicologia, embaixadora da UNIFIP e articuladora do Selo UNICEF, ela é a vereadora mais jovem daquela região e carrega consigo uma missão clara: transformar a forma como a política é exercida em seu município.

A importância do Pacto Federativo para municípios pequenos

Lays enfatiza a relevância de unir os municípios do Rio de Janeiro em torno do Pacto Federativo. Segundo ela, eventos como a Marcha de Prefeitos proporcionam um contato essencial com patrocinadores e geram conhecimento que cidades pequenas dificilmente conseguem acessar sozinhas. Para um município como Emas, participar desse tipo de mobilização significa muito mais do que estar presente: significa aprender com experiências de outras localidades, estabelecer parcerias estratégicas e identificar recursos que podem ser canalizados para o desenvolvimento local.

A vereadora destaca que essas interligações com pessoas de diferentes patrocinadores abrem portas para que sua cidade traga cada vez mais investimentos. "É algo muito importante," afirma ela, explicando que esses encontros permitem aos gestores municipais menores sair de uma situação de invisibilidade política. Pequenos municípios muitas vezes ficam restritos a suas próprias realidades, limitando sua visão sobre quais campanhas, ideias e políticas públicas poderiam ser implementadas localmente.

Saindo da bolha: a perspectiva que muda tudo

O discurso de Lays traz uma metáfora poderosa: municípios pequenos vivem em uma "bolha". Dentro dessa bolha, gestores e representantes não observam com clareza as inovações que ocorrem fora dela. Quando participam de eventos de abrangência nacional, como a Marcha de Prefeitos, essas lideranças conseguem visualizar um mundo muito maior do que aquele ao qual estão acostumadas. As conexões estabelecidas revelam práticas, tecnologias e políticas que podem ser adaptadas para a realidade local.

Para Lays, essa expansão de perspectiva é "surreal" porque permite compreender que existem soluções e modelos fora da realidade imediata de Emas. E mais importante: essas compreensões podem ser levadas de volta para gerar desenvolvimento no município. Essa visão holística da política pública, em que o local dialoga com o nacional, é exatamente o que falta em muitas administrações municipais.

Uma mulher e jovem em espaço hegemonicamente masculino

A vereadora não passa despercebida em sua região. Ser uma mulher jovem eleita em um espaço onde a maioria dos gestores são homens mais experientes é, por si só, um ato de ruptura. Quando começou a nutrir o interesse por política, Lays encontrou surpresa em seu círculo social. Mas sua trajetória anterior já sinalizava essa direção: ela sempre esteve voltada para política pública e movimentos estudantis, buscando constantemente novos conhecimentos.

A decisão de se candidatar nasceu de uma conversa profunda com sua família. Lays explicou que queria "fazer coisas diferentes" porque seu município estava habituado a um tipo de política tradicional. Essa determinação em trazer inovação para o parlamento local, em um momento em que a política institucional enfrenta críticas de corrupção e desconexão, transformou-a em referência de renovação.

Uma herança de engajamento, não de tradição política

Embora seu pai tenha sido suplente de vereador por duas vezes, Lays não vem de uma família tradicionalmente inserida na política. Sua inspiração veio exatamente dessa experiência paterna, mas seus fundamentos foram construídos através de suas próprias interligações desde a adolescência até a vida adulta. Isso significa que sua trajetória política não é uma herança simplesmente repassada, mas uma construção pessoal baseada em aprendizados diversos.

Essa origem não tradicional é estratégica. Enquanto muitos políticos chegam ao cargo carregando bagagens de velhas práticas, Lays chega com liberdade para questionar e renovar. Sua formação em Psicologia, seu engajamento com o UNICEF e sua atuação como embaixadora da UNIFIP revelam uma visão multidisciplinar que transcende o binarismo político tradicional.

O conselho para quem quer entrar na política

Ao ser questionada sobre o que recomenda para quem está entrando na política, Lays é categórica: "Estudem, estudem." Não é um conselho vago. Ela complementa com uma sequência de ações concretas: busquem inovações, identifiquem seu público, procurem parcerias e, fundamentalmente, vejam o que seu município realmente precisa e foquem naquilo.

Mas há um elemento que Lays coloca como essencial e frequentemente negligenciado: manter um "olhar humanizado" no trabalho político. Ela reconhece que as pessoas muitas vezes têm uma visão distorcida do político, vendo-o como uma figura distante ou corrupta. Para mudar essa percepção, é necessário que os próprios políticos façam sua parte. "Mas ele só muda se nós, primeiramente, nos mudarmos," afirma com convicção.

Uma geração que questiona e reconstrói

Lays Loureiro não é apenas uma vereadora jovem em um município pequeno. Ela é um símbolo de como a próxima geração de políticos pode operar: com formação multidisciplinar, comprometimento com políticas públicas, disposição para aprender e, acima de tudo, com humanidade. Em um momento em que a desconfiança em instituições políticas cresce, sua presença e seu discurso oferecem um contraponto esperançoso.

A Marcha de Prefeitos serviu como palco para que essa voz ecoasse. Mas a verdadeira transformação que Lays propõe só se concretiza quando outras cidades pequenas, outros municípios de regiões periféricas, entendem que é possível sair da bolha, que é possível inovar, e que é possível fazer política de forma diferente. Seu exemplo abre caminho para que outras jovens mulheres vejam a política não como um espaço hegemonicamente masculino, mas como um campo aberto para renovação.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fontes

  • Depoimento de Lays Priscilla C. Loureiro durante a 27ª Marcha de Prefeitos do Brasil
  • Informações institucionais: UNIFIP (Universidade Federal de Pernambuco), Selo UNICEF, Prefeitura de Emas-PB

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Por Jornal da República em 19/05/2026
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