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O CONASAMBA como epicentro da cultura do samba
A oitava edição do Congresso Nacional do Samba (CONASAMBA) abriu suas portas nesta quinta-feira na Fábrica do Samba, em São Paulo, consolidando-se como o maior encontro voltado ao desenvolvimento do samba e do Carnaval brasileiro.
Com expectativa de receber cerca de 3 mil participantes ao longo de quatro dias, o evento reúne gestores, pesquisadores, dirigentes, artistas, instituições e profissionais da economia criativa de diversas regiões do país.
O tema central — "Por uma escola de samba de todos e todas, construindo pontes com o mundo" — reflete preocupação genuína com inclusão, sustentabilidade e projeção internacional do Carnaval.
Os debates abordam gestão, inovação, sustentabilidade, formação profissional e políticas públicas para o setor, reafirmando o papel das escolas de samba como agentes culturais, sociais e econômicos fundamentais.
A Fábrica do Samba, que abriga os barracões das escolas do Grupo Especial paulistano, transforma-se em centro de debates, formação, negócios e intercâmbio de experiências. Trata-se do maior complexo de produção carnavalesca da América Latina, espaço onde a criatividade, a técnica e a tradição convergem.
ABAC: preservação e qualificação profissional em foco.
Entre os destaques desta edição está a participação da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), que apresenta ao público uma exposição de peças produzidas por artesãos do Carnaval carioca. Presidida por Milton Cunha, a instituição vem desempenhando papel relevante na preservação da memória carnavalesca e na qualificação profissional do setor.
"Estar no CONASAMBA é uma oportunidade importante para apresentar o trabalho que a ABAC vem desenvolvendo desde a sua criação.
O congresso se consolidou como um espaço fundamental para o fortalecimento do Carnaval, promovendo discussões sobre gestão, inovação e desenvolvimento do setor, além de valorizar os profissionais que fazem a festa acontecer", afirma Célia Domingues, vice-presidente da instituição.
A presença da ABAC no congresso reafirma compromisso com formação continuada.
Célia Domingues optou por levar ao evento uma coleção de souvenirs inspirados no universo carnavalesco, transformando a exposição em oportunidade de negócios e visibilidade para artesãos cariocas.
Formação e preservação como pilares institucionais.
Fundada em 2024, a ABAC nasceu com missão clara: preservar, difundir e fortalecer a cultura do Carnaval brasileiro.
Entre suas principais frentes de atuação estão a formação e o aperfeiçoamento de profissionais por meio de cursos, workshops e oficinas, além da promoção de ações voltadas à pesquisa, à memória e à valorização dos saberes carnavalescos.
A instituição integra o projeto Reviver Centro Cultural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da folia.
Essa integração reflete a compreensão de que preservação cultural não é ato isolado — é processo que envolve formação, pesquisa, negócios e políticas públicas.
Sob coordenação de Célia Domingues, a ABAC estrutura ações formativas que capacitam profissionais para mercado cada vez mais competitivo e exigente. Cursos de design de fantasias, técnicas de confecção, gestão de projetos carnavalescos e história do Carnaval compõem portfólio de formação.

Homenagens que constroem história.
A ABAC reconhece e homenageia nomes que ajudaram a construir a história do Carnaval brasileiro. Entre os homenageados estão a carnavalesca Rosa Magalhães (in memoriam), presidente de honra da instituição; a carnavalesca Maria Augusta; a cantora Teresa Cristina; o coreógrafo Carlinhos de Jesus; os carnavalescos Paulo Barros e Leandro Vieira.
Também integram a lista de homenageados o mestre de bateria da Viradouro, Mestre Ciça; a rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos; os compositores Tiãozinho da Mocidade e Marquinhos de Oswaldo Cruz; os historiadores Luiz Antonio Simas e Helena Theodoro; a passista Nilce Fran; e o jornalista, escritor, comentarista da TV Globo e jurado do Estandarte de Ouro, Leonardo Bruno.
Essas homenagens não são meramente simbólicas. Refletem reconhecimento de que Carnaval é construído por gerações de profissionais que dedicaram vidas à preservação e inovação da festa. Cada homenageado representa linhagem de conhecimento, técnica e paixão que define identidade carnavalesca brasileira.

Milton Cunha e a liderança institucional
Milton Cunha, presidente da ABAC, representa geração de lideranças comprometidas com a modernização do setor sem perder raízes. Sua gestão busca equilibrar preservação de tradições com inovação necessária para que o Carnaval permaneça relevante e atrativo para novas gerações.
A escolha de participar do CONASAMBA com exposição de peças e ações formativas reflete estratégia clara: posicionar A ABAC não como instituição isolada, mas como ator central na cadeia produtiva carnavalesca. Presença no maior congresso do setor amplifica voz da instituição e consolida sua legitimidade.
Economia criativa e desenvolvimento sustentável.
O CONASAMBA 2026 ocorre em contexto em que a economia criativa ganha reconhecimento como setor estratégico para desenvolvimento econômico e social. Segundo dados do Ministério da Cultura, o Carnaval movimenta bilhões de reais anualmente, gerando empregos diretos e indiretos em múltiplos segmentos.
A participação da ABAC no congresso sinaliza que preservação cultural e desenvolvimento econômico não são objetivos contraditórios. Formação profissional, inovação em design e técnicas de confecção, e acesso a mercados são ferramentas que fortalecem tanto a tradição quanto a sustentabilidade financeira do setor.

Sobre Milton Cunha e a ABAC
Milton Cunha é presidente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), instituição fundada em 2024 com a missão de preservar, difundir e fortalecer a cultura do Carnaval brasileiro. Sob sua liderança, a ABAC estrutura programas de formação profissional, pesquisa e valorização dos saberes carnavalescos.
Cunha representa geração de lideranças comprometidas com a modernização do setor, sem perder raízes históricas. Sua gestão busca equilibrar preservação de tradições com inovação necessária para que o Carnaval permaneça relevante.
A participação no CONASAMBA reafirma o compromisso da instituição com o fortalecimento da cadeia produtiva carnavalesca e o desenvolvimento sustentável do setor.
Célia Domingues, vice-presidente da ABAC, coordena ações formativas e apresentações institucionais. Sua atuação reflete compromisso com qualificação profissional e visibilidade de artesãos carnavalescos. A escolha de levar coleção de souvenirs ao CONASAMBA transforma exposição em oportunidade de negócios e intercâmbio de experiências.
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