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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) publicou, em edição extraordinária do Diário Oficial nesta terça-feira (6), a exoneração de 206 funcionários comissionados. A medida integra um processo de revisão administrativa interna realizado durante o recesso parlamentar.
A decisão foi assinada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli, e tem como objetivo reorganizar o quadro funcional e verificar a efetiva atuação de servidores vinculados a cargos de confiança. Nos bastidores, a iniciativa é vista como uma tentativa de identificar possíveis irregularidades na ocupação de funções administrativas.
Parte dos nomes desligados estava vinculada a indicações políticas de gestões anteriores da Assembleia. A revisão interna busca apurar se todos os servidores exonerados exerciam, de fato, as atribuições previstas em seus cargos, incluindo o cumprimento de carga horária e atividades presenciais.
A atual presidência avalia o cruzamento de dados administrativos, como registros funcionais e lotação, para aprofundar a análise. Caso sejam encontrados indícios de irregularidades, o material poderá ser encaminhado a órgãos de controle para as providências cabíveis.
Em posicionamentos reservados, integrantes da Casa afirmam que a exoneração em massa faz parte do direito administrativo da Mesa Diretora e não implica, automaticamente, acusação individual contra os servidores desligados. Ainda assim, a medida reacende o debate sobre transparência, uso político de cargos comissionados e a necessidade de controle mais rigoroso da máquina pública.
A ação ocorre em meio a um esforço mais amplo de reorganização institucional e de tentativa de recuperação da credibilidade da Assembleia, frequentemente associada a questionamentos sobre práticas administrativas herdadas de gestões passadas.
Fonte: G1
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