Pré-candidato a deputado do DC, Tarcísio Sobrinho, propõe fim das emendas parlamentares após escândalo do Banco Master

Arquiteto Gilberto e apoiador de Tarcísio Sobrinho defende nova política habitacional e critica urbanização de favelas

Pré-candidato a deputado federal pelo DC participa de evento com Aldo Rebelo e propõe mudanças estruturais no sistema político brasileiro

O pré-candidato a deputado federal pelo Democracia Cristã (DC), Tarcísio Sobrinho, participou de um evento político no Rio de Janeiro que contou com a presença do ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência da República pelo mesmo partido. Durante o encontro, Tarcísio manifestou indignação com o escândalo do Banco Master e defendeu mudanças profundas na forma como os políticos lidam com recursos públicos.

O evento, realizado em um ambiente que "respira política", segundo Tarcísio, teve como objetivo fortalecer a legenda do DC no estado do Rio de Janeiro e apresentar propostas para revitalizar a economia fluminense. O pré-candidato esteve acompanhado do arquiteto e urbanista Gilberto, que apresentou projetos habitacionais inovadores para o estado.

Tarcísio destacou seu trabalho atual no setor social através de ONGs e criticou a falta de políticas eficazes para preparar a população para o mercado de trabalho. "Eu só faço mesmo um assistencialismo porque o governo não dá uma condição de emprego e renda pro nosso povo", declarou, defendendo a necessidade de atrair empresas e reduzir impostos no estado.

Críticas ao sistema político atual

O pré-candidato fez duras críticas ao envolvimento excessivo de políticos na administração de recursos financeiros, especialmente após o escândalo do Banco Master. "Isso é uma falta de respeito com a nação brasileira. Entendo que a nossa justiça tem que ser mais dura com essa gente", afirmou Tarcísio.

Ele defendeu uma redução significativa das emendas parlamentares e uma mudança no papel dos deputados federais. "Eu quero ser deputado federal, mas eu quero administrar com projeto e não com grana", declarou, criticando políticos que enriqueceram sem nunca ter montado uma empresa ou gerado empregos no setor privado.

A proposta de Tarcísio é clara: "Político não tem que mexer com dinheiro. O dinheiro tem que ser feito pelo executivo, pelos canais competentes, Banco Central e todo esse canal. Político tem que mexer com projeto". Esta posição representa uma crítica direta ao atual sistema de distribuição de recursos através do Congresso Nacional.

Propostas para revitalização econômica do Rio

O pré-candidato apresentou um diagnóstico da situação econômica fluminense, atribuindo a decadência do estado ao aumento do ICMS implementado durante o governo Brizola, que teria provocado a saída de empresas do Rio de Janeiro. Sua proposta inclui a redução de impostos para atrair novamente as indústrias para o estado.

"Eu defendo as empresas, defendo a baixa do imposto para o estado do Rio de Janeiro", declarou Tarcísio, prometendo trabalhar junto com o governo federal, Congresso e governo estadual para implementar essas mudanças. O foco está em criar empregos e renda através da atração de investimentos privados.

Projeto habitacional revolucionário

O arquiteto Gilberto, presente no evento, apresentou uma visão controversa sobre a política habitacional brasileira. Ele declarou categoricamente que "não dá para urbanizar e sanear favelas", baseando sua afirmação em sua experiência como coordenador de obras em comunidades.

"Se tem projeto de urbanismo dentro de favela, é sumidouro de dinheiro", afirmou Gilberto, propondo uma nova política habitacional para atender a população que reside nessas áreas. O arquiteto argumenta que o Brasil possui recursos suficientes para transformar o cenário habitacional do país.

Segundo Gilberto, o Brasil paga 1 trilhão de reais em juros por ano, enquanto o orçamento para saúde, educação e programas habitacionais chega a apenas 815 bilhões. "Com 1 trilhão, só se investir metade disso em habitação, o Brasil se torna um outro país", declarou.

Críticas ao sistema financeiro nacional

Tarcísio fez críticas contundentes à indexação da economia brasileira ao dólar, citando como exemplo os altos custos dos planos de saúde para idosos. "Desde o momento que uma pessoa com 60 anos tem que pagar 3, 4 mil num plano de saúde e nós temos a nossa economia indexada pelo dólar, nós não temos representatividade política", argumentou.

O pré-candidato acusou políticos de "venderem o direito de cidadania do povo brasileiro" ao manterem o país dependente da moeda americana. Esta crítica se estende ao sistema político como um todo, que segundo ele, transformou o Congresso Nacional em "um banco com fundo perdido".

Impacto do escândalo do Banco Master

O escândalo do Banco Master, que veio à tona em novembro de 2025, tem gerado debates intensos sobre a integridade das instituições brasileiras. As investigações apontam para possíveis conexões entre o banco e membros do Supremo Tribunal Federal, criando um ambiente de desconfiança que pode influenciar significativamente as eleições de 2026.

Tanto Tarcísio quanto Gilberto concordam que o escândalo terá impacto direto na campanha presidencial. "Com certeza vai influenciar muito, porque o Brasil tem muito dinheiro, o Brasil é um país muito rico e nós precisamos de verba em setores primordiais", declarou Gilberto.

Fortalecimento do Democracia Cristã

A presença de Aldo Rebelo no evento reforça a estratégia do DC de consolidar sua posição no cenário político nacional. Rebelo, que lançou sua pré-candidatura à Presidência em janeiro de 2026, tem buscado apoio de lideranças regionais para fortalecer sua campanha.

O evento no Rio de Janeiro demonstra a expansão do partido no estado, com Tarcísio prometendo "trazer um mandato para esse estado". A aliança entre diferentes perfis - o político experiente Tarcísio e o técnico especialista Gilberto - representa uma tentativa de unir experiência política com conhecimento técnico.

Mobilização popular e conscientização

Encerrando sua participação, Tarcísio fez um apelo à mobilização popular: "Mobilizado, nós somos fortes. Conscientizado ninguém nos engana". Ele enfatizou a importância da imprensa e da participação popular para transformar o sistema político brasileiro.

O pré-candidato defendeu que políticos devem trabalhar apenas com seus salários e condições oferecidas pelo Estado, enquanto a administração de verbas deve ficar exclusivamente com o Ministério da Fazenda e órgãos competentes. Esta proposta representa uma mudança radical no atual sistema político brasileiro.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Por Jornal da República em 10/03/2026
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