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Durante a cerimônia de posse do prefeito Eduardo Cavalieri no Rio de Janeiro, realizada no sábado, 15 de março, o deputado federal Lindbergh Farias, líder do governo na Câmara dos Deputados, concedeu entrevista ao Jornal da República.
Em sua fala, o deputado ressaltou a importância do momento para a capital fluminense e reafirmou confiança nas instituições democráticas brasileiras. O parlamentar também tocou em tema delicado que envolve o governo federal: a investigação do Banco Master, instituição que gerou questionamentos sobre possíveis irregularidades durante a administração anterior.
A renovação administrativa do Rio de Janeiro
Lindbergh Farias destacou o caráter simbólico da posse de Cavalieri, jovem prefeito de 31 anos que assume a administração da capital fluminense. Para o deputado, a chegada de um gestor com essa idade representa renovação e esperança para a cidade.
"Para mim foi um evento que traz esperança, um jovem de 31 anos entrando na prefeitura", declarou o líder do governo no congresso durante a entrevista. Essa observação reflete percepção compartilhada por setores políticos de que a geração emergente de líderes públicos pode trazer novas abordagens aos problemas estruturais das cidades brasileiras.
Farias também ressaltou a importância da continuidade administrativa representada pela posse de Cavalieri, que mantém vínculos com a gestão anterior de Eduardo Paes.
O deputado enfatizou que mudanças administrativas não precisam significar ruptura com iniciativas bem-sucedidas. Essa visão busca equilibrar renovação com preservação de políticas públicas que geraram resultados positivos.
A gravidade da segurança pública no Rio
Ponto crítico na fala de Lindbergh foi a questão da segurança pública e do combate ao crime organizado na capital carioca. O deputado afirmou com contundência: "O Rio de Janeiro não pode ser governado pelo crime".
A declaração reflete preocupação profunda do governo federal com os índices de violência que afligem a metrópole fluminense há décadas. Lindbergh posicionou-se como porta-voz dessa preocupação federal, sinalizando que a administração Lula considera segurança pública no Rio como prioridade estratégica.
Para o deputado, a posse de Cavalieri oferecia oportunidade de reinício na abordagem dessa questão. "Eu acho que Eduardo é uma grande esperança", disse Lindbergh Farias, referindo-se ao novo prefeito. Essa confiança em Cavalieri estava ancorada em expectativa de que suas políticas de segurança fossem mais efetivas que as da administração anterior. A frase do deputado ecoava esperança institucional de que mudanças administrativas pudessem gerar mudanças também nos resultados de segurança pública.
Questões eleitorais e a possibilidade de eleição indireta
Tema relevante mencionado por Lindbergh foi a possibilidade de eleição indireta para governador do Rio de Janeiro. Conforme informou o deputado, o governo federal aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal sobre como será o processo eleitoral para a próxima eleição estadual. "Estamos à espera da decisão do Supremo para entender como é que é o processo", afirmou, indicando que questões procedimentais ainda se encontravam em discussão nos tribunais.
Em caso de implementação de eleição indireta, Lindbergh revelou que o governo tinha nome pré-definido para concorrer.
"Se tiver eleição indireta, nós temos um nome que é o nome do André Ceciliano", declarou o deputado. A menção de André Siciliano como possível candidato governamental sugeria que, mesmo diante de cenários políticos incertos, o PT e suas alianças já possuíam estratégia de contingência. A escolha de Ceciliano como possível candidato estava vinculada à sua base política e experiência administrativa.
O escândalo do Banco Master e a promessa de transparência
Ponto central na entrevista de Lindbergh foi a investigação do Banco Master, instituição financeira que se tornou símbolo de possível fraude e irregularidades durante o governo Bolsonaro. O deputado vinculou explicitamente o surgimento da instituição à administração anterior. "Esse banco master começou tudo no governo Bolsonaro com Roberto Campos Neto", afirmou, referindo-se ao ex-presidente do Banco Central.
Lindbergh mencionou que órgãos federais haviam participado do processo de resolução das questões relacionadas ao banco. "Na verdade, o Galipno fez a liquidação do banco e a Polícia Federal prendeu o Vorcaro", disse o deputado, indicando ações já tomadas pela administração federal em resposta às irregularidades. A menção à prisão de responsáveis pela instituição sinalizava determinação governamental de responsabilizar os envolvidos por possíveis fraudes.
Crítica ao governo Bolsonaro e defesa da investigação
Lindbergh adotou tom crítico ao comparar a atuação da Polícia Federal sob diferentes administrações. Questionou se a corporação teria agido da mesma forma caso a fraude tivesse ocorrido durante governo anterior.
"Você acha que a Polícia Federal do Bolsonaro prenderia Vorcaro, investigaria esse scã do banco master? É claro que não", afirmou o deputado com segurança. A provocação buscava enfatizar que investigações de irregularidades financeiras funcionam melhor sob administrações comprometidas com transparência.
O deputado reafirmou compromisso do governo Lula com a investigação até suas últimas consequências. "Vai até o fim, a verdade vai aparecer", declarou Lindbergh, sinalizando que a administração federal não interrompiria o processo investigativo mesmo diante de possíveis pressões políticas. Essa promessa de continuidade investigativa refletia posição do presidente Lula, que momentos antes havia declarado que o caso Banco Master era o "ovo da serpente" deixado pela administração anterior.
O contexto político nacional
A entrevista de Lindbergh Farias inseria-se em contexto política nacional onde debates sobre continuidade administrativa, segurança pública e combate à corrupção adquiriam relevância acrescida.
A posse de Cavalieri no Rio de Janeiro representava oportunidade de demonstrar que mudanças administrativas locais poderiam ser coordenadas com agendas federais de maior envergadura. O deputado, como líder governamental na Câmara, tinha papel de articulador dessa coordenação.
Trajetória e relevância política de Lindbergh Faria
Lindbergh Farias é figura de destaque na política brasileira há mais de três décadas. Começou sua carreira como líder estudantil, presidindo a União Nacional dos Estudantes durante o emblemático movimento dos caras-pintadas contra Fernando Collor em 1992.
Após transitar por diferentes legendas políticas, consolidou-se no Partido dos Trabalhadores, pelo qual foi eleito deputado federal, prefeito de Nova Iguaçu e senador. Atualmente exerce mandato como deputado federal e ocupa posição estratégica como líder governamental.
As promessas do governo para o Rio
A participação de Lindbergh na posse de Cavalieri sinalizava compromisso do governo federal com apoio às administrações municipais alinhadas com suas diretrizes políticas. A promessa de continuação das investigações do Banco Master representava tentativa de demonstrar que o governo Lula diferenciava-se da administração anterior pela valorização da transparência institucional.
Simultaneamente, a fala sobre segurança pública no Rio sugeria que o governo federal planejava papel mais ativo no combate ao crime organizado na metrópole fluminense.
A confluência dessas mensagens durante evento de posse de novo prefeito buscava reforçar narrativa de mudança administrativa com foco em resultados concretos para população carioca.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber @robsontalber
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Fontes consultadas
Metrópoles. "Governo Lula indica Lindbergh para posto na Câmara". 2 de março de 2026.
G1 Rio de Janeiro. "Lula diz que Master é 'ovo da serpente' de Bolsonaro e de Roberto Campos Neto". 19 de março de 2026.
Bloomberg. "Lula culpa Bolsonaro e Campos Neto por escândalo do Banco Master". 20 de março de 2026.
CNN Brasil. "Banco Master é ovo da serpente de Bolsonaro e de Campos Neto, diz Lula". 20 de março de 2026.
Revista Fórum. "Lula culpa Campos Neto por escândalo do Master". 20 de março de 2026.
Correio Braziliense. "BRB faz plano de recomposição". 6 de fevereiro de 2026.
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