Atos em todo país contestam megaoperação no Alemão e na Penha; confira

Manifestações acontecem de forma simultânea nesta sexta-feira (31) | Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

Atos em todo país contestam megaoperação no Alemão e na Penha; confira

Movimentos sociais e coletivos ligados à pauta antirracista realizam, nesta sexta-feira (31), manifestações em várias cidades brasileiras contra a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, Zona Norte do Rio. A ação terminou com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais.

A mobilização ocorre simultaneamente nos seguintes locais:

Sudeste
Complexo da Penha (Rio de Janeiro): Campo do Ordem Penha – às 13h
Nova Iguaçu (Baixada Fluminense): Praça dos Direitos Humanos – 17h
Belo Horizonte (MG): Praça 7 – 17h
Vitória (ES): Prainha de Itararé – 17h
Juiz de Fora (MG): Rua Halfeld, em frente ao BB – 17h30
São Paulo (SP):Museu de Arte de São Paulo – 18h
Baixada Santista (Santos – SP): Estação Cidadania, Av. Ana Costa, 340 – 18h

Sul
Londrina (PR): Local a definir até 12h – 17h30
Florianópolis (SC): Em frente ao TICEN – 17h30

Porto Alegre (RS): Esquina Democrática – 17h
Joinville (SC): Praça Nereu Ramos – 18h
Curitiba (PR): Praça dos Andrade – 18h

Centro-Oeste
Brasília (DF): Museu da República – 18h

Nordeste
Salvador (BA): Praça da Piedade – 16h
Recife (PE): Palácio do Campo das Princesas – 16h
Fortaleza (CE): Praça da Gentilândia – 17h
Natal (RN): Shopping Midway – 17h
São Luís (MA): Praça Deodoro – 16h
Aracaju (SE):Praça Franklin Roosevelt, bairro América – 17h00
Feira de Santana (BA): em frente à prefeitura – 17h30

Norte
Belém (PA): UEPA CCSE (Telégrafo) – 17h30

Os organizadores classificam o episódio como “uma expressão da violência estatal contra populações negras e periféricas”. Entre as principais reivindicações estão a abertura de investigações sobre a operação, responsabilização dos envolvidos, revisão das políticas de segurança pública e o fim da militarização das ações policiais em territórios de favela. Além de denunciar a violência, os atos também buscam prestar solidariedade às famílias afetadas e chamar atenção para o impacto da ausência de políticas públicas nas comunidades.

A convocatória pede que os manifestantes levem velas e vistam roupas brancas como símbolo de respeito às vítimas. O Campo do Ordem Penha, no Complexo da Penha, foi o primeiro local onde o ato teve início. Às 13h, moradores e apoiadores começaram a ocupar a quadra. Nem mesmo a chuva atrapalhou a concentração do grupo.

Reunidos, os manifestantes, entre eles muitas crianças e mães, cantaram um trecho da música Rap da Felicidade, que diz: “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci. E poder me orgulhar e ter a consciência de que o pobre tem seu lugar”. Eles também ergueram faixas pedindo paz.

“É um ato pacífico em relação ao massacre no Alemão. Precisamos que todos estejamos juntos, porque não é só a comunidade que sangra. Estamos todos organizados e mobilizados”, afirmou Pamela Carvalho, pesquisadora das culturas negras e educadora.

Participam do ato simultâneo organizações como a Coalizão Negra por Direitos, Mulheres Negras Decidem e entidades comunitárias do Complexo da Penha e Alemão, entre elas o Instituto Papo Reto, Raízes em Movimento, Voz das Comunidades e Frente Penha. 

Por Jornal da República em 01/11/2025
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