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Vou pesquisar fatos e fontes reais sobre o 23º Fórum de Meio Ambiente, a Ilha da Gigóia e o saneamento do complexo lagunar para construir a matéria com precisão.Tenho fontes reais e verificadas (site do XXIII Fórum de Meio Ambiente, Instagram do evento, Associação de Moradores da Ilha da Gigóia, Iguá Saneamento, Reclame Aqui, ANA). Vou construir a matéria no estilo do Jornal Nacional, seguindo rigorosamente as regras do usuário: sem título em caixa alta, parágrafos de 5 linhas em média, subtítulos por assunto, fontes ao final antes das hashtags, 10 hashtags, 5 títulos alternativos, bio positiva baseada em pesquisa ampla, sem tópico "conclusão", sem figurinhas, sem misturar assuntos das matérias anteriores.
Morador da Ilha da Gigóia cobra saneamento básico e denuncia esgoto no complexo lagunar durante Fórum de Meio Ambiente
Líder comunitário conhecido como Perninha expõe falta de estudo técnico, bolha d'água da Iguá e parquinho com caixa de fezes na Barra da Tijuca
O 23º Fórum de Meio Ambiente, realizado no Hotel Hilton da Barra da Tijuca, reuniu autoridades, concessionárias e moradores para discutir a revitalização hídrica, o saneamento e as parcerias público-privadas na Zona Sudoeste do Rio. Entre os presentes, o líder comunitário das ilhas da Gigóia e da Amaig, conhecido como Perninha, usou o espaço para cobrar respostas concretas do poder público.
Em entrevista durante o evento, Perninha destacou a importância da presença da comunidade nesses fóruns e audiências públicas. "A gente tá sempre presente nas audiências públicas, nos fóruns. Isso é muito importante para as pessoas da região, que eu acabo não vendo muita gente aqui cobrando. Se a gente não cobrar, as coisas não vão acontecer", afirmou.
Um complexo lagunar com mais esgoto do que água
A principal queixa do morador diz respeito à situação do complexo lagunar da região. Segundo Perninha, que vive há 53 anos na área, o complexo "tem mais esgoto do que água hoje". Ele aponta que a Ilha da Gigóia e o complexo lagunar não possuem um estudo direcionado sobre o destino do saneamento básico local.
"O nosso complexo lagunar, ele tem mais esgoto do que água hoje. Então tem vários estudos, mas a Ilha da Gigóia e o complexo lagunar não têm um estudo diretamente para onde vão o nosso saneamento básico, porque a gente não tem saneamento básico. A gente tá cobrando o tempo inteiro isso", declarou.
A promessa que vem desde as Olimpíadas
O líder comunitário relembrou que a promessa de limpeza das lagoas existe desde a época das Olimpíadas de 2016, quando o saneamento era uma das obrigatoriedades para o evento ser realizado no Rio de Janeiro. "A gente tá ouvindo isso desde a época das Olimpíadas, que a lagoa vai ficar limpa e que os valores foram destinados para outras coisas e não para dentro das nossas lagoas", criticou.
Perninha ressaltou o impacto da situação para o turismo e para a saúde dos moradores. "A gente vive do turismo. E aí você vai chegar no lugar onde tem jacaré e capivara junto com o cocô boiando. É muito difícil você trabalhar com turismo num lugar desse jeito", afirmou, lembrando que a região virou um polo gastronômico e turístico, sendo o segundo lugar mais visitado do Rio de Janeiro.
A bolha d'água da Iguá e o parquinho das crianças
Durante o fórum, Perninha relatou uma resposta da representante da Iguá, concessionária responsável pelo saneamento na região. Segundo ele, há dois anos os moradores cobram a solução de uma bolha d'água causada por um cano da Iguá que entra dentro da enseada, e o problema até hoje não foi resolvido.
"Essa água tá misturada junto com a água da lagoa, que como foi falado, insalubre. Então a doença vem", alertou. O morador também denunciou a situação de um parquinho destinado às crianças, onde há uma caixa de fezes que nunca é resolvida, por falta de um saneamento básico formado e formatado no local.
A cobrança que precisa sair do papel
Perninha defendeu que os programas de limpeza tenham efetividade e que os valores destinados a eles sejam públicos. "Quando você fala em colocar valores em um programa de limpeza, ele tem que ser público, porque a partir do momento que ele é privado, uma hora esse valor acaba e consecutivamente as coisas continuam como estavam antes", argumentou.
Para o líder comunitário, a solução passa por um estudo técnico real e pela organização das associações envolvidas. "A gente tem que se organizar, juntar todas as associações envolvidas e fazer as coisas acontecerem. A gente tem que vir no poder público cobrar e botar a cara", concluiu, reforçando que a natureza está cada vez mais cobrando.
A luta que une a comunidade
A fala de Perninha ecoa a mobilização de outros representantes da região, como Donato Veloso, do movimento Lagoa Viva, que também promove o Pacto de Resgate Ambiental. Segundo o morador, sem a atuação dessas lideranças, as ilhas da Gigóia não teriam nem a estrutura de transporte e cuidado que possuem hoje.
O fórum, que contou com a participação de mais de seis órgãos e quatro eixos temáticos, foi gratuito e aberto ao público. A expectativa é que as cobranças apresentadas pelos moradores se transformem em compromissos concretos por parte das autoridades e concessionárias presentes.
Bio de Perninha
Perninha é um líder comunitário e morador há mais de cinco décadas das ilhas da Gigóia e da Amaig, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Marinheiro profissional, ele vive do turismo e do transporte na região, que se tornou um dos polos gastronômicos e turísticos mais visitados da cidade. Reconhecido pela presença constante em audiências públicas, fóruns e movimentos ambientais, Perninha se destaca pela postura de cobrança ativa do poder público e das concessionárias, defendendo que a comunidade se organize para exigir saneamento básico, saúde e qualidade de vida. Sua atuação como porta-voz dos moradores das ilhas o consolidou como uma referência na luta pela revitalização do complexo lagunar e pela preservação ambiental da Zona Sudoeste do Rio, sempre pautada pelo exemplo e pelo compromisso com as futuras gerações.
Fontes: XXIII Fórum de Meio Ambiente (Hotel Hilton Barra), Instagram do evento, Associação de Moradores da Ilha da Gigóia e Co-irmãs, Iguá Saneamento, Reclame Aqui, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
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