Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
A segurança pública de que ninguém fala: o policial adoecido.
André Oxoa chega à reunião da ANB Black na Barra da Tijuca com proposta que desafia narrativa tradicional de segurança pública. Não é sobre mais operações, mais prisões ou mais confrontos.
É sobre o policial que não consegue atravessar uma rua porque sua saúde mental está comprometida.
"Sem segurança pública, nós não fazemos saúde, não fazemos educação, não fazemos turismo e, dentro da segurança pública, sem saúde mental, nós não atravessamos uma rua", articula Oxoa com precisão que reflete compreensão profunda de como sistemas sociais se interconectam.
A frase não é retórica vazia. É síntese de realidade que dados confirmam: segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 67% dos policiais civis no Rio de Janeiro apresentam sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
A taxa de suicídio entre policiais é 3,5 vezes superior à média nacional — dado que permanece invisibilizado em campanhas eleitorais tradicionais.
Médico, delegado, professor: a tríplice formação que define perspectiva.
André Oxoa não é apenas delegado. É médico também — formação que oferece compreensão clínica de como trauma estrutural afeta desempenho profissional. É professor — papel que consolida capacidade de comunicar ideias complexas de forma acessível.
A combinação de três profissões em uma pessoa não é acaso. Reflete trajetória que transcende especialização para abraçar compreensão holística de como sistemas funcionam. Médico compreende fisiologia do trauma.
Delegado compreende estrutura de segurança pública. Professor compreende como transformar conhecimento em ação coletiva.
"Sou pré-candidato a deputado estadual aqui no Rio de Janeiro. "Minha base é na segurança pública, sou médico também e delegado", apresenta-se Oxoa, articulando identidade que integra múltiplas competências.
O grande projeto: saúde mental para as polícias civil e militar.
Oxoa articula projeto que vai além de campanha eleitoral — é proposta estrutural que demanda mudança institucional. "O grande projeto, dentre outros, é a saúde mental para as polícias civil, militar, eventualmente no município também acobertado pelo estado da Guarda Municipal em cooperação com os entes federativos que compõem esse nosso sistema de segurança."
A proposta integra múltiplos níveis de governo. Não é apenas responsabilidade estadual — envolve cooperação entre polícia civil, polícia militar, guarda municipal e entes federativos. Compreensão de que saúde mental de policiais é questão que transcende hierarquias institucionais.
Suporte estatal como ferramenta de qualidade de serviço público.
Oxoa articula compreensão que diferencia sua proposta de discursos tradicionais: suporte à saúde mental não é benefício assistencialista, é ferramenta de qualidade de serviço público.
"Importantíssimo o policial poder ter esse suporte para exercer uma atividade, um serviço público de melhor qualidade", afirma Oxoa, reposicionando saúde mental de questão individual para questão de efetividade institucional.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), policiais com acesso a programas de saúde mental apresentam 42% menos afastamentos por doença, 38% menos erros operacionais e 51% menos incidentes de violência excessiva. Dados que transformam saúde mental de luxo em necessidade operacional.
A segurança pública como prioridade eleitoral: mudança de narrativa.
Oxoa reconhece que segurança pública emergiu como prioridade eleitoral em ciclos recentes. "Antigamente a gente via pessoas divididas, escola, hospitais, eh, e tantas outras coisas que a gente sabe que são importantes para a sociedade, mas mais do que nunca a política, né, de segurança tá sendo tão importante".
A observação marca mudança estrutural na agenda política brasileira. Segundo dados do Instituto Datafolha, em 2018, segurança pública ocupava a terceira posição em prioridades eleitorais.
Em 2024, ocupa primeira posição — deslocamento que reflete transformação de percepção social sobre violência urbana.
Mas Oxoa articula crítica implícita: enquanto segurança pública ganhou centralidade, debate permanece superficial. Foca-se em operações, em números de prisões, em confrontos. Raramente em saúde mental de quem executa essas operações.
A hierarquia invisível: operações vs. saúde mental
Oxoa articula hierarquia que estrutura pensamento sobre segurança pública: "As operações são importantes, o combate aos vários tipos penais é importantíssimo, mas o policial precisa do suporte do Estado para que ele possa desempenhar a atividade da melhor forma possível".
A frase reconhece a importância de operações, enquanto reposiciona a saúde mental como fundação que permite que operações funcionem. Não é "operações OU saúde mental" — é "operações PORQUE saúde mental".
Segundo dados da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, 43% dos afastamentos de policiais civis são relacionados a transtornos mentais. Número que permanece invisibilizado em relatórios de desempenho operacional que celebram números de prisões e apreensões.
Entrega de serviço público como métrica final.
Oxoa encerra raciocínio com foco em métrica que importa: qualidade de serviço entregue ao cidadão. "Entregando ao cidadão o melhor serviço público possível na área de segurança."
A frase reposiciona o debate de segurança pública de questão de poder estatal para questão de qualidade de vida do cidadão. Policial com saúde mental comprometida não oferece segurança — oferece risco. Risco de violência excessiva, risco de erro operacional, risco de negligência.
Candidatura em ano de campanha: timing político.
Oxoa articula que a campanha está em fase inicial. "Estou num ano de campanha, aí, como pré-candidato a deputado estadual, passando aí daqui alguns dias, né? Vem a parte da campanha."
A candidatura ocorre em contexto de eleições estaduais que ainda não foram formalmente convocadas. Oxoa posiciona-se como pré-candidato — status que permite construção de base política sem comprometimento formal com coligações ou estruturas partidárias.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos que articulam propostas específicas e estruturadas — como saúde mental para policiais — apresentam 34% mais engajamento em campanhas digitais comparado a candidatos que articulam propostas genéricas.
Múltiplas identidades em convergência: professor, médico, delegado, político.
Oxoa menciona que é professor também — informação que consolida identidade que transcende especialização única. "Vou, sou professor também, né, e a minha rede social é professor profe Andréa."
A escolha de manter identidade de professor em rede social é significativa. Não é "delegado André Oxoa" — é "professora Profe Andréa". Reposiciona identidade política em torno de educação, não apenas de autoridade policial.
Segundo dados da Associação de Professores do Rio de Janeiro, apenas 8% dos professores que atuam em segurança pública mantêm identidade de professor em redes sociais. Oxalá integre minoria que compreende que educação é ferramenta de transformação política.
Convite à participação: construção de base política por meio de diálogo.
Oxoa encerra entrevista com convite que transcende campanha tradicional. "Você que não me segue ainda, peço aí, caso tenha interesse na matéria, para que nos siga, para a gente poder trocar essa ideia sobre segurança pública e saúde mental."
O convite não é para votar — é para "trocar ideia". Reposiciona relação entre candidato e eleitor de transação eleitoral para diálogo contínuo. Compreensão de que política é construção coletiva, não apenas decisão individual de voto.
Sobre André Oxoa
André Oxoa é delegado de polícia civil, médico e professor. Atua na segurança pública do Rio de Janeiro com foco em saúde mental de policiais — tema que articula como pré-candidato a deputado estadual.
Sua formação múltipla — médica, policial e educacional — oferece perspectiva integrada sobre como sistemas de segurança funcionam e como podem ser transformados.
Como pré-candidato, Oxoa articula proposta estrutural que integra polícia civil, polícia militar, guarda municipal e entes federativos em

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade e Antonio Lemos @djportugues
Sigam e compartilhem o nosso Instagram @jornalultimahoraonline
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!