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O presidente da Frente Parlamentar de Serviços (FPS) e Coordenador da Comissão Externa do Congresso, deputado Júlio Lopes (PP), vai entrar com representação no Ministério do Trabalho e Emprego para retirar do ar sites e empresas que oferecem certidões e atestados médicos falsos pela internet.
Segundo o parlamentar, esse esquema permite que pessoas de má-fé e em bom estado de saúde comprovem necessidade de afastamento do serviço, o que não seria possível se fossem avaliadas presencialmente por um profissional médico.
- Uma verdadeira indústria de certidões médicas falsificadas está montada na internet e funcionando a todo o vapor, prejudicando a produtividade e o faturamento das empresas, que ficam sem a previsibilidade do número de funcionários que elas podem contar ao longo do mês. Isso só não atrapalha o funcionamento da economia, como também contribui para a perda de produtividade financeira das empresas do País.
Vale lembrar que todo o fraudador e todo aquele que contribui para que seja maculada a ação de trabalho, também prejudica o trabalhador que se dedica e trabalha corretamente e não se utiliza dessa prática, que lamentavelmente está muito difundida, inclusive na internet; mas que infelizmente os Ministérios Públicos estaduais, municipais e federal, além das secretarias de trabalho e os órgãos de repressão não combatem essas irregularidades", explica.
CPF Único e uso do Gov.br podem colaborar para evitar abusos
Júlio lembra que a Lei nº 14.534 de sua autoria, que tornou o CPF como único número válido para o registro geral no país, foi criada exatamente para dar moralidade e identificar o cidadão de forma inequívoca, fazendo com que esse tipo de fraude não seja possível.
-Todos os médicos possuem seus CRMs ativos e estão identificados no http://GOV.BR na categoria nível ouro, que é uma dupla identificação civil através da face e da digital, que pode ser utilizada para a emissão de certidões de afastamento do trabalho e receitas médicas. Seriam acompanhadas digitalmente pela secretaria de governo que obviamente verificaria quantos atestados os médicos estão emitindo e se os CPFs que estão recebendo esses atestados têm outros níveis de comprovação de enfermidade, ou seja, faria um cruzamento dessas informações. Mas do jeito que está sendo feito não é possível controlar nada, se tornando uma bandalha total. Todo esse procedimento já está disponibilizado no portal http://GOV.BR, porém não vem sendo utilizado para essas regularizações no país, um verdadeiro descaso", explicou.
Na representação o parlamentar irá pedir a retirada imediata do ar de sites e marketplaces que vendem atestados, investigação de médicos e empresas que emitem atestados em massa, obrigatoriedade de emissão de atestados apenas via http://GOV.BR nível ouro com biometria, além do cruzamento de dados entre CPF do paciente, CRM do médico e histórico no SUS.
- Já existem na internet sites vendendo atestado a R$ 50.Todo atestado deveria ser emitido só com biometria, o que contribuiria para seu rastreamento. A tecnologia já existe, o governo que não usa! Chega de bandalheira! - disse indignado.
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