Direita articula chapa única para 2026 com Douglas Ruas e Rogério Lisboa para o Estado, Márcio Canella e Castro para o Senado e Delaroli na presidência da Alerj

Rogério Lisboa deixa Eduardo Paes e pode ser vice de Douglas Ruas 

Direita articula chapa única para 2026 com Douglas Ruas e Rogério Lisboa para o Estado, Márcio Canella e Castro para o Senado e Delaroli na presidência da Alerj

Aliança estratégica busca unificar PL, PP e União Brasil contra Eduardo Paes

A política do Rio de Janeiro já ferve com as articulações para as eleições de 2026. Em reuniões reservadas, os principais partidos da base governista têm desenhado uma chapa que promete sacudir o cenário eleitoral fluminense. A proposta em discussão revela uma estratégia cuidadosamente orquestrada para manter a direita unida e competitiva.

A nova configuração de poder

A composição sugerida demonstra uma divisão equilibrada entre as principais forças políticas da direita estadual. Douglas Ruas (PL), atual deputado estadual licenciado e secretário das Cidades, emerge como o nome natural para disputar o governo, representando o maior partido da coligação. Sua experiência no Executivo estadual e proximidade com Cláudio Castro fortalecem sua candidatura.

Para a vice-governança, Rogério Lisboa (PP) aparece como peça fundamental na estratégia. O ex-prefeito de Nova Iguaçu traz consigo a experiência administrativa e o conhecimento da Baixada Fluminense, região estratégica eleitoralmente. Sua inclusão representa um movimento audacioso, considerando as especulações sobre sua possível aliança com Eduardo Paes.

Márcio Canella (União Brasil) completaria o trio disputando a segunda vaga ao Senado. O atual prefeito de Belford Roxo, eleito em 2024 após derrotar o grupo de Waguinho, demonstra disposição para renunciar ao cargo municipal em busca de voos mais altos na política estadual.

Castro mantém posição privilegiada

Como observou Winston Churchill: "A política é quase tão emocionante quanto a guerra e igualmente perigosa". O governador Cláudio Castro exemplifica essa máxima ao garantir sua permanência na primeira vaga senatorial, posição que ninguém ousa questionar. Sua consolidação no poder estadual lhe confere autoridade para orquestrar as demais candidaturas.

O dilema do Progressistas

A situação do PP revela a complexidade das alianças políticas fluminenses. Rogério Lisboa estava sendo cortejado tanto pela direita quanto por Eduardo Paes, principal adversário da situação. Essa disputa pelo ex-prefeito iguaçuano demonstra seu valor político e a importância da Baixada Fluminense no xadrez eleitoral.

O presidente estadual do PP, Doutor Luizinho, adota postura cautelosa ao afirmar que as discussões eleitorais só começarão no primeiro trimestre de 2026. Essa estratégia de "esperar para ver" pode ser crucial para maximizar as vantagens do partido nas negociações.

Movimentações estratégicas antecipadas

Márcio Canella já demonstra visão de longo prazo ao planejar deixar sua vice-prefeita, Mariana Malta, no comando de Belford Roxo. Sua intenção de retornar à Assembleia Legislativa e disputar a presidência em 2027 revela ambições que transcendem a eleição senatorial.

Cenário de incertezas e oportunidades

As articulações revelam um cenário político em constante movimento. A direita fluminense busca apresentar uma frente unificada capaz de enfrentar Eduardo Paes e seus aliados. A configuração proposta equilibra experiências administrativas, representatividade regional e força partidária.

Desafios pela frente

A consolidação dessa aliança enfrentará diversos obstáculos. As ambições pessoais, pressões partidárias e mudanças no cenário nacional podem alterar significativamente os planos atuais. A capacidade de manter a coesão até outubro será fundamental para o sucesso da estratégia.

A proposta de chapa única da direita fluminense representa uma jogada audaciosa no complexo xadrez político estadual. Com Douglas Ruas, Rogério Lisboa e Márcio Canella, a aliança busca combinar experiência, representatividade e força eleitoral. O sucesso dessa articulação dependerá da capacidade de superar divergências internas e apresentar um projeto convincente aos eleitores fluminenses. As próximas semanas serão decisivas para definir se essa configuração sairá do papel ou se novas mudanças alterarão novamente o cenário político do Rio de Janeiro.

Guilherme Delaroli: PL decidiu trabalhar para manter o deputado no cargo de presidente da Assembleia

Deputados da maior bancada da Assembleia Legislativa, o PL, em reunião que contou com a presença do presidente estadual do partido, Altineu Côrtes, decidiram trabalhar para manter Guilherme Delaroli na presidência da casa. Vice, ele assumiu interinamente a empreitada quando o titular, Rodrigo Bacellar (União), foi afastado da função por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). 

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Fonte: Tempo Real RJ

Por Jornal da República em 07/01/2026
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