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Levantamentos recentes sobre a disputa pelo Senado em São Paulo colocaram nomes ligados ao governo federal na liderança das intenções de voto, provocando reação do governador paulista, Tarcísio de Freitas. Apesar do cenário desfavorável para aliados da direita, o governador minimizou os números e afirmou que a corrida eleitoral ainda está longe de ser definida.
De acordo com pesquisa divulgada nesta semana, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecem à frente na preferência do eleitorado paulista para a eleição ao Senado. Entre os nomes que lideram o levantamento estão Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Márcio França, todos com desempenho superior ao de pré-candidatos associados ao campo da direita.
Já possíveis candidatos ligados ao bolsonarismo, como o deputado federal Guilherme Derrite e o ex-ministro Ricardo Salles, aparecem com índices menores na sondagem. Outros nomes testados também registraram desempenho abaixo dos principais concorrentes da esquerda.
Diante dos resultados, Tarcísio evitou demonstrar preocupação imediata e classificou o levantamento como apenas uma “fotografia do momento”. Segundo ele, a disputa ainda terá muitos desdobramentos até a campanha eleitoral, e a direita deve organizar uma estratégia para apresentar um candidato competitivo ao eleitorado paulista.
O governador também afirmou que a escolha do nome para a disputa deve levar em conta a viabilidade eleitoral, destacando que vários quadros do campo político conservador têm qualificação para representar o grupo na corrida ao Senado.
Entre os nomes já mencionados para compor a chapa está o de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, que é visto como um dos candidatos com maior proximidade com o eleitorado alinhado ao bolsonarismo. A segunda vaga, entretanto, ainda permanece indefinida.
Nos bastidores, aliados avaliam que a disputa pelo Senado tende a ganhar força apenas quando os candidatos estiverem oficialmente definidos e apresentarem suas propostas ao público. Para Tarcísio, a estratégia será mostrar ao eleitor a importância de escolher representantes que defendam os interesses do estado no Congresso Nacional.
Mesmo com os números iniciais apontando vantagem para nomes ligados ao governo federal, integrantes da direita acreditam que o cenário pode mudar ao longo da campanha, especialmente após a consolidação das candidaturas e o início do debate político mais intenso.
Fonte: Veja
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