Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
O Museu da Marinha recebeu nesta segunda-feira uma reflexão profunda sobre inclusão social que vai muito além de campanhas políticas.
Dr. Renato de Paula, pré-candidato a deputado estadual, apresentou durante o Fórum ANB uma perspectiva que transforma o esporte em ferramenta de transformação social e protagonismo.
"A inclusão é a pessoa em situação de rua, porque cada um que não está dentro do estado está ou tirando do estado ou não contribuindo. É a mãe atípica que é uma sobrevivente nesse estado do Rio de Janeiro.
É o jovem com deficiência que pode, através do esporte, ser P de protagonista, não P de problema", afirmou Renato em entrevista ao Jornal da República e Última Hora.
A fala revela uma compreensão profunda sobre o papel do esporte na sociedade. Para Renato, não se trata apenas de inclusão, mas de transformação de narrativas, mudar a forma como a sociedade enxerga pessoas com deficiência, pessoas em situação de vulnerabilidade e jovens sem oportunidades.
Brasil: terceiro lugar em preparação paraolímpica mundial
Um dado impressionante marca a conversa: o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de preparação paraolímpica, atrás apenas de potências como Estados Unidos, China e Rússia. Para um país em desenvolvimento, o feito é notável e reflete décadas de investimento em infraestrutura e desenvolvimento de talentos.
"Nós estamos em terceiro, comparado a grandes economias. E a gente tá ali em terceiro, garantindo um espaço que até para as pessoas normais não temos", destacou o repórter durante a entrevista.
A observação é crucial: enquanto atletas paraolímpicos brasileiros conquistam posições de destaque internacional, atletas convencionais enfrentam dificuldades para se manter entre os dez melhores do mundo.
Esse paradoxo revela uma realidade incômoda: o Brasil tem talento, tem estrutura para atletas com deficiência, mas carece de política pública consistente para o esporte em geral.
Talento sem gestão não se sustenta.
Renato foi enfático ao abordar a diferença entre talento e gestão. "O talento sozinho não se sustenta sem gestão. Se o poder público não implementar uma política de estado de inclusão por meio do esporte, cada gestão vai mudando e vai sendo um programa daquele governador, daquele deputado, daquele prefeito", afirmou.
A crítica aponta para um problema estrutural no Brasil: a falta de continuidade nas políticas públicas. Programas de excelência em esporte paraolímpico dependem de vontade política e orçamento, ambos sujeitos a mudanças a cada eleição. Sem uma política de Estado que transcenda governos, o investimento fica vulnerável.
"O Brasil precisa criar a consciência de ser uma nação esportiva e paraesportiva. Essa nação vai fazer com que o povo fique mais resiliente, que resgate o amor à pátria", completou Renato, conectando esporte a um propósito maior: a construção de identidade nacional.
O esporte como resgate da esperança
Renato mencionou ter assistido recentemente a um jogo da seleção brasileira. "Que bom ouvir o hino nacional de novo, nos orgulharmos desse Brasil que tem problema, mas também tem muita solução. Isso passa pelo esporte", refletiu.
A observação toca em algo profundo: em um país marcado por crises econômicas, políticas e sociais, o esporte oferece momentos de unidade e esperança. Quando a seleção brasileira vence, quando um atleta paraolímpico conquista ouro, a narrativa muda: o Brasil deixa de ser apenas problema e passa a ser também solução.
O abandono do Célio de Barros: símbolo da negligência
A conversa tomou um rumo mais crítico quando o tema foi os centros de treinamento. Renato mencionou o Célio de Barros, histórico centro de treinamento no Rio de Janeiro que formou atletas como Robson Caetano e João do Pulo.
Cadê os futuros André Cruz, Robson Caetano, João do Pulo? Não existe passarinho sem ninho. Não dá para formar atleta sem centros de treinamento, sem um ambiente, um ecossistema para ele pertencer.
O Célio de Barros está no bolso dos políticos. Virou estacionamento, denunciou Renato.
A denúncia é grave. O Célio de Barros, que foi berço de talentos olímpicos, foi transformado em estacionamento, uma metáfora perfeita para o abandono de políticas públicas de esporte no Rio de Janeiro. Segundo Renato, alguém está ganhando dinheiro com esse abandono.
"Alguém tá ganhando com isso. Alguém está ganhando dinheiro com o abandono do esporte. Então o que a gente precisa hoje é de política pública, de resgate do estado do Rio de Janeiro", afirmou com convicção.
A história do esporte paraolímpico brasileiro começou no Rio
Um detalhe histórico importante: o esporte paraolímpico brasileiro nasceu no Rio de Janeiro. "O esporte paralímpico do Brasil começou no Rio, na ANDEF, lá em Niterói. Mas hoje a gente não tem um local para esse atleta, seja ele com deficiência ou sem deficiência, realmente se capacitar", lamentou Renato.
A ironia é contundente. O estado que foi berço do movimento paraolímpico brasileiro hoje não oferece infraestrutura adequada para seus atletas.
Centros de treinamento históricos foram abandonados, e novos espaços não foram criados para substituí-los.
Da ciência para a vida pública
Renato revelou que sua entrada na política é motivada por essa realidade. "Essa é uma das minhas vontades de sair do meu, entre aspas, conforto da ciência e da gestão para tentar ajudar a vida pública", afirmou.
A declaração sugere que Renato vem de uma carreira acadêmica ou técnica e está se movimentando para a política como forma de implementar as mudanças que acredita serem necessárias.
Essa transição de especialista para político é cada vez mais comum em democracias que buscam renovação.
Inclusão como agenda empresarial
Renato também dirigiu sua mensagem aos empresários presentes no fórum. "É o empresário que gere. Então, se pudermos administrar com essa causa da inclusão, vai ser o melhor para o estado do Rio de Janeiro", afirmou.
A mensagem é clara: inclusão não é apenas responsabilidade do poder público, mas também do setor privado.
Empresas que adotam políticas de inclusão, contratando pessoas com deficiência e investindo em programas de esporte comunitário, contribuem para a transformação social.
Redes sociais e engajamento
Renato convidou o público a acompanhá-lo por meio de suas redes sociais. "Para você me acompanhar, acompanhar a voz da inclusão. Eu quero te dar voz. Você é mais importante do que eu. Eu quero só ser alguém que te dê voz. "Então é Renato de Paula, RJ", afirmou.
A frase final é reveladora: Renato se posiciona não como protagonista, mas como amplificador de vozes. Essa humildade política é rara e pode ser um diferencial em sua campanha.
Sobre Dr. Renato de Paula
Dr. Renato de Paula é pré-candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, com trajetória consolidada em ciência e gestão.
Especialista em inclusão social por meio do esporte, defende a implementação de políticas públicas de Estado que transcendam governos e criem um ecossistema sustentável para atletas com e sem deficiência.
Conhecedor profundo da história do esporte paralímpico brasileiro, Renato trabalha pela reativação de centros de treinamento históricos como o Célio de Barros e pela criação de novos espaços de capacitação.
Sua campanha aposta em inclusão como agenda empresarial e pública, conectando esporte a resgate de identidade nacional e esperança coletiva.
Participa ativamente de fóruns de desenvolvimento social e defende que o talento brasileiro, quando apoiado por gestão adequada, pode transformar vidas e elevar o país no cenário internacional.
Seus perfis estão disponíveis em @renatodepaularj nas redes sociais.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Antonio Lemos @djportugues
Sigam e compartilhem o nosso Instagram. @jornalultimahoraonline
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!