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Por Oscar Müller
A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. Em uma final marcada pelo amplo domínio da equipe comandada por Luis de la Fuente, os espanhóis venceram a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistaram o segundo título mundial de sua história.
O gol que garantiu a taça foi marcado por Ferran Torres, após assistência de cabeça de Nico Williams, já no segundo tempo da prorrogação. O triunfo coroou uma campanha consistente da seleção espanhola, que controlou as ações durante praticamente toda a decisão e encontrou pela frente um inspirado Emiliano "Dibu" Martínez, principal responsável por manter os argentinos vivos até os minutos finais.
Com o resultado, a Espanha volta ao topo do futebol mundial 16 anos depois do histórico título conquistado na África do Sul, em 2010, quando derrotou a Holanda, também por 1 a 0 na prorrogação, com o inesquecível gol de Andrés Iniesta.
Espanha domina desde o início
A decisão começou com amplo controle da posse de bola por parte da Espanha. Lamine Yamal, principal destaque da equipe, criou a primeira grande oportunidade após tabela com Dani Olmo, mas parou em Dibu Martínez.
A Fúria manteve o ritmo durante todo o primeiro tempo, pressionando a saída de bola argentina e explorando a velocidade pelos lados do campo. Mikel Oyarzabal e Marc Cucurella também levaram perigo, enquanto a Argentina encontrava dificuldades para criar oportunidades ofensivas.
Antes do intervalo, a equipe sul-americana sofreu um problema importante: o zagueiro Lisandro Martínez deixou o gramado lesionado e foi substituído por Nicolás Otamendi.
Pressão espanhola aumenta
Na etapa complementar, o panorama permaneceu o mesmo. Álex Baena, Dani Olmo, Ferran Torres, Pedri, Pau Cubarsí, Laporte, Rodri e Nico Williams criaram sucessivas oportunidades, mas encontraram um Emiliano Martínez em atuação de gala.
Nos minutos finais do tempo regulamentar, a situação argentina ficou ainda mais complicada. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após falta dura em Cubarsí e acabou expulso, deixando sua equipe com um jogador a menos para disputar toda a prorrogação.
Mesmo com superioridade numérica, a Espanha precisou manter a paciência diante da forte resistência argentina.
Ferran Torres decide a final
Na prorrogação, os espanhóis continuaram pressionando. Logo no primeiro tempo extra, Nico Williams chegou a participar de um lance que terminou em gol, mas a arbitragem anulou após identificar falta de Mikel Merino na origem da jogada.
A insistência, porém, foi recompensada no segundo tempo da prorrogação.
Pedro Porro cruzou pela direita, Nico Williams apareceu na segunda trave e escorou de cabeça para o meio da área. Livre de marcação, Ferran Torres finalizou com força, sem chances para Dibu Martínez, marcando o gol que decidiu a final e colocou a Espanha novamente no topo do futebol mundial.
Declarações:
Luis de la Fuente, técnico da Espanha:
"Este grupo demonstrou personalidade, talento e espírito coletivo durante toda a competição. Ser campeão do mundo é o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos últimos anos. Estou extremamente orgulhoso destes jogadores."
Ferran Torres, autor do gol do título:
"É o momento mais importante da minha carreira. Fazer o gol que deu à Espanha um título mundial é algo que levarei comigo para sempre. Esta conquista pertence a todo o povo espanhol."
Lamine Yamal, destaque da campanha espanhola:
"Lutamos até o último minuto. Sabíamos que a Argentina seria um adversário muito difícil, mas nunca deixamos de acreditar. Hoje escrevemos uma página muito especial da história do futebol espanhol."

Ficha Técnica
Espanha 1 x 0 Argentina
Data e horário: 19 de julho de 2026, às 16h (de Brasília)
Competição: Copa do Mundo - Final
Local: MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA)
Público: 80.663 pessoas
Árbitro: Slavko Vincic (ESL)
Assistentes: Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic (ESL)
VAR: Bastian Dankert (ALE)
Cartões amarelos: L. Martínez (ARG), L. Paredes (ARG), E. Fernández (ARG), C. Romero (ARG) e A. Mac Allister (ARG) e Lionel Scaloni (ARG).
Cartão vermelho: E. Fernández (ARG)
Gol: Ferran Torres (1'/2ºT-P) (ESP)
ESPANHA: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte (Eric García) e Marc Cucurella; Rodri (Martin Zubemendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Alex Baena (Nico Williams), Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal (Ferran Torres).
Técnico: Luis de la Fuente
ARGENTINA: Emiliano Martínez; Gonzalo Montiel (Nahuel Molina), Cristian Romero (Facundo Medina), Lisandro Martínez (Nicolás Otamendi) e Nicolás Tagliafico; Rodrigo De Paul (Giuliano Simeone), Nico González (Leandro Paredes), Alexis Mac Allister e Enzo Fernández; Julián Álvarez (Marcos Senesi) e Lionel Messi.
Técnico: Lionel Scaloni
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