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Chapa de Garotinho trava pontes evangélicas de Paes na capital e disputa votos estratégicos na Baixada e no interior

O ex-prefeito Eduardo Paes, que renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Rio (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio de Janeiro ameaça inviabilizar o plano de Eduardo Paes de vencer a eleição no primeiro turno.
A avaliação de articuladores que acompanham a política fluminense é que a estratégia da campanha do ex-prefeito do Rio dependia do isolamento da oposição para liquidar a fatura no início da disputa, mas a nova chapa do Republicanos impõe uma barreira matemática a esse cenário.
A indicação de Marcelo Crivella para disputar o Senado na mesma legenda cria um polo de atração com o eleitorado evangélico conservador. O movimento trava as pontes que Paes construía com bispos e pastores para tentar reduzir a rejeição na capital. O plano contou, inclusive, com o apoio público de Silas Malafaia a Paes.
Esse segmento religioso representa a maior fatia de votos da Baixada Fluminense e do interior. No reservado, interlocutores da campanha admitem que a presença de Garotinho disputa o eleitorado periférico onde a equipe do prefeito apostava alto na aliança com Jane Reis, já confirmada como vice na chapa, irmã de Washington Reis e casada com um pastor da Assembleia de Deus.
Para piorar, a força política de Garotinho no interior atinge em cheio a região onde Paes planejava tirar votos do seu principal adversário na disputa, o deputado estadual Douglas Ruas, nome escolhido por Flávio Bolsonaro no Rio.
Garotinho e Crivella não precisam liderar as pesquisas para mudar o rumo do pleito. Basta, na verdade, a migração de uma parcela do eleitorado evangélico e da periferia e interior do estado.
Via Amado
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