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A pesquisa GERP realizada no Estado do Rio de Janeiro mostra que a disputa presidencial já mobiliza significativamente o eleitorado fluminense, enquanto a eleição para governador ainda enfrenta elevado grau de indefinição. Na corrida ao Palácio do Planalto, Lula registra 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 37% no primeiro turno, mantendo empate técnico também no segundo turno (45% a 44%). Já na disputa pelo Governo do Estado, 64% dos eleitores não conseguem citar espontaneamente nenhum candidato, e, mesmo na pesquisa estimulada, 29% ainda se dividem entre "não sabe" (17%) e "nenhum deles" (12%).
Os dados revelam que o eleitor fluminense acompanha com muito mais interesse a eleição presidencial do que a disputa pelo Palácio Guanabara.
Os dados sugerem dizer que o eleitor esteja resignado diante dos problemas do Rio de Janeiro, mas permitem afirmar um quadro de baixa mobilização política na disputa estadual.
A atenção do eleitor parece concentrar-se na política nacional, como se a solução para muitos dos problemas do estado dependesse mais das decisões tomadas em Brasília do que das lideranças locais. Essa leitura ajuda a explicar por que a eleição presidencial já apresenta forte polarização, enquanto a disputa para governador ainda enfrenta um elevado grau de indefinição. Antes de conquistar votos, os candidatos ao Governo do Estado precisarão conquistar algo ainda mais fundamental: o interesse do eleitor fluminense.
O principal indicador desse comportamento aparece na intenção espontânea para governador. Sem a apresentação da lista de candidatos, 64% dos entrevistados não conseguem citar espontaneamente nenhum nome, evidenciando uma disputa que ainda não mobilizou a atenção da maior parte do eleitorado. Eduardo Paes aparece com 22%, enquanto os demais candidatos permanecem em patamares bastante reduzidos.
Na eleição presidencial, o cenário é completamente diferente. Lula registra 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 37% no primeiro turno, mantendo empate técnico também no segundo turno (45% a 44%). Os dois concentram praticamente toda a atenção do debate político no estado, indicando que o eleitor já possui posição formada sobre a disputa nacional. Outro indicador reforça essa diferença.
Na eleição para governador, mesmo na pesquisa estimulada, 29% dos eleitores ainda se dividem entre "não sabe" (17%) e "nenhum deles" (12%). Já na disputa presidencial esse contingente cai para 15%, revelando um nível significativamente maior de definição do voto. Para os analistas da GERP, esse comportamento sugere que parte do eleitorado fluminense demonstra certo distanciamento em relação à política estadual.
Depois de sucessivas crises políticas, econômicas e administrativas enfrentadas pelo Rio de Janeiro nas últimas décadas, muitos eleitores parecem enxergar a disputa local com menor expectativa de mudança, enquanto depositam maior atenção e esperança na eleição presidencial.
A percepção é reforçada pelo fato de que, embora a violência seja apontada por 76% dos entrevistados como o principal problema do estado e continue sendo, de forma isolada, a maior preocupação da população, a eleição para governador ainda não desperta mobilização equivalente.
Veja a íntegra da pesquisa: Pesquisa-Gerp-eleicoes-governo-presidente-RJ-julho-2026
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