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Pregão eletrônico: o especialista que veio ao Rio tranquilizar os pregoeiros e reforçar a eficiência das compras públicas

Em meio à expectativa sobre o futuro do pregão, o especialista Jamil Manasfi levou ao Pregoeiro Summit 2026 — edição Rio de Janeiro — uma mensagem de alívio e orientação: o eletrônico se consolida como forma obrigatória, os tribunais de contas exigem o ambiente virtual e o pregoeiro precisa se manter permanentemente capacitado.
O especialista que veio ao Rio
O Jornal da República conversou com Jamil Manasfi, especialista em licitações, durante o Pregoeiro Summit 2026 — edição Rio de Janeiro. A proposta do workshop, intitulado "Pregão Eletrônico: Condução de Processos de acordo com as Instruções Normativas Vigentes e a Inovação Tecnológica", foi apresentada pelo próprio palestrante com um objetivo claro: trazer alívio aos pregoeiros que vivem na expectativa de saber se o pregão vai deixar de existir ou não.
Manasfi participa do Pregoeiro Summit desde a primeira edição, em Florianópolis, e celebrou a chegada do evento à "terra querida do Rio de Janeiro" — para ele, "um espetáculo" estar presente na primeira edição carioca. A mensagem central é que o pregão continua sendo a maior forma de compra pública do país, e o papel do pregoeiro é garantir eficiência e eficácia nas contratações públicas.
O que muda com a Lei 14.133
O especialista explicou as transformações trazidas pela Lei 14.133 — a nova Lei de Licitações. A principal mudança é que o pregão eletrônico vem tomando, cada vez mais, forma obrigatória, com as contratações realizadas em ambiente virtual. Isso confere, segundo Manasfi, maior transparência e rastreabilidade às aquisições da administração pública.
A regra não se limita ao pregão: as modalidades previstas na 14.133 também devem ser conduzidas através de plataformas, no ambiente virtual.
A posição dos tribunais de contas
Sobre o comportamento dos órgãos de controle, Manasfi foi direto: os tribunais de contas vêm recomendando que municípios e estados adotem a forma eletrônica. Quem optar pela forma presencial precisa justificar — e justificar muito bem, de forma fundamentada.
Ou seja, o ambiente virtual deixou de ser uma alternativa e se tornou a regra, com a presencialidade restrita a situações devidamente comprovadas.
A adaptação do pregoeiro
O especialista reconheceu que a transição não foi simples. O pregoeiro, que vinha do presencial, precisou se adaptar a operar no ambiente virtual, conduzindo toda a tratativa através de chat de mensagens. Foi, segundo ele, "um processo de evolução que teve que acontecer dentro da administração pública" para chegar ao estágio atual.
Manasfi lembrou que o pregão eletrônico já é trabalhado desde 2005 no país. A 14.133 reforça essa prática e traz ainda a figura da concorrência eletrônica — que antes era realizada de forma presencial. O resultado é um leque de modalidades dentro da administração pública que exige adaptação, e muitos municípios ainda continuam fazendo de forma presencial.
A mensagem final aos pregoeiros
Ao encerrar, o especialista deixou um recado direto aos pregoeiros de todo o Brasil: quem exerce a função deve estar sempre capacitado, sempre atualizado quanto às normas, às legislações e às informações pertinentes à matéria. A mensagem sintetiza a tese do workshop: em um cenário de mudança e digitalização, o conhecimento contínuo é o que sustenta a eficiência do serviço público.
A passagem de Jamil Manasfi pelo Pregoeiro Summit Rio reafirma uma direção que já é tendência consolidada na administração pública brasileira: a digitalização das contratações. Entre a expectativa sobre o futuro do pregão, a obrigatoriedade crescente do ambiente virtual e a exigência dos tribunais de contas, a mensagem é de que o pregoeiro não será substituído — será transformado. Cabe a ele, como reforçou o especialista, manter-se capacitado e atualizado para conduzir com eficiência, transparência e rastreabilidade as compras públicas do país.

Por Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Doutor Honoris Causa em Direito e Ciências Políticas, Acadêmico da ABRASCI , Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber
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