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Direto do STUDIO BARRA WORLD no programa 'NO RITMO COM VC, com apresentação de Dj Português e edição de Rogerio Tigrinho, o entrevistado Ralph Lichotti fala de sua Trajetória profissional marcada pela luta pelos direitos dos trabalhadores e transparência na imprensa, politica e até sobre cinema.

Ralph Lichotti, advogado e jornalista, construiu uma carreira sólida que transita entre o Direito e o jornalismo, sempre defendendo causas sociais e a transparência nas instituições.
Atualmente Vice-Diretor Executivo Jurídico do Instituto Niemeyer e fundador do escritório Ralph Lichotti & CO Advogados Associados, ele também é editor do Última Hora Online e Jornal da República.
Início da carreira marcado por tragédias familiares
Natural de Itaperuna-RJ, Lichotti decidiu cursar Direito após uma série de tragédias familiares que incluíram o assassinato de seu irmão e a morte de seu pai e avô em sequência. "Minha madrinha falou: 'Você sempre gostou de história, por que não faz direito?'", relembra o advogado sobre o momento que definiu sua vocação profissional.
Durante a faculdade, tornou-se presidente do Diretório Acadêmico de Direito e posteriormente presidente do Diretório Central dos Estudantes, participando ativamente do movimento estudantil e das manifestações dos "caras pintadas" contra a corrupção.
Especialização em direito trabalhista e terceirização
Após formar-se, Lichotti mudou-se para o Rio de Janeiro com "a mão na frente e outra atrás", conseguindo uma oportunidade no escritório do saudoso Dr. Célio Pereira Ribeiro, que advogava para cooperativas, passando por grandes escritórios como Zveiter e Saldanha Coelho. Sua dedicação o levou a percorrer todo o estado do Rio de Janeiro realizando audiências.
O advogado especializou-se em reconhecimento de vínculo empregatício de terceirizadas, chegando a ganhar mais de 100 ações apenas contra a Coca-Cola. "Eu defendia trabalhador, ganhei muito reconhecendo vínculo para terceirizados", destaca Lichotti sobre o período em que construiu seu patrimônio defendendo direitos trabalhistas.
Críticas à reforma trabalhista e Pejotização
Lichotti faz duras críticas à reforma trabalhista implementada durante o governo Temer, que permitiu a terceirização da atividade-fim. "Agora virou essa bagunça que todo mundo é PJ. Tem mais CNPJ no Brasil que carteira assinada", afirma o advogado, classificando a "Pejotização" como "uma das coisas mais cruéis com o trabalhador brasileiro".
Trajetória no jornalismo e defesa da liberdade de imprensa
Participação em grandes veículos de comunicação
Como jornalista, Lichotti teve participação significativa em importantes veículos de comunicação. Foi sócio-diretor do Jornal O Fluminense, considerado o jornal mais antigo do país, e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, fundado por Hélio Fernandes.
Atualmente, além de editar o Última Hora Online (ultimahoraonline.com.br) e o Jornal da República (jornaldarepublica.com.br), ocupa o cargo de Secretário Geral da Associação Nacional e Internacional de Imprensa (ANI), onde preside a Comissão de Enfrentamento da Violência contra Repórteres, Jornalistas e Afins.
Experiência na administração pública
Lichotti também atuou no setor público como Ex-Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ e foi Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Denúncias sobre nepotismo no Judiciário
Caso Banco Master e conflitos de interesse
Durante entrevista recente, Lichotti abordou questões sensíveis sobre o nepotismo no Judiciário brasileiro, citando especificamente o caso envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master. Segundo o advogado, o patrimônio da esposa do ministro cresceu mais de R$ 2 milhões através de contratos com a instituição financeira.
"Para quem é do direito não consegue entender", afirma Lichotti sobre a situação em que o próprio Alexandre de Moraes julga questões relacionadas ao Banco Master. O advogado defende que o ministro deveria se declarar impedido e designar outro magistrado para o caso.
Críticas ao padrão de vida do Judiciário
Lichotti fez revelações contundentes sobre o padrão de vida incompatível de magistrados com seus salários oficiais. "Praticamente todo desembargador tem um escritório", denuncia o advogado, explicando que empresas já sabem qual escritório procurar dependendo da câmara ou juiz que receberá o processo.
O advogado relata ainda que um juiz amigo lhe confidenciou: "Passou de 1 milhão, não é nem do autor e nem do réu, é nosso", evidenciando a gravidade da situação no Judiciário brasileiro.
Análise do cenário político para 2026
Polarização entre Lula e Bolsonaro
Sobre as eleições de 2026, Lichotti confirma que Lula será candidato e analisa o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro, que inicialmente era vista apenas como estratégia de negociação. "Hoje ele já tá encostando no Lula", avalia o jornalista sobre o senador.
O advogado explica que a polarização beneficia apenas Lula e Bolsonaro, impedindo o surgimento de uma terceira via. "Ninguém consegue entrar no meio", afirma, citando que nomes como Caiado e Ratinho Júnior não conseguem ganhar espaço no cenário polarizado.
Política estadual do Rio de Janeiro
Lichotti revelou informações exclusivas sobre a política fluminense, confirmando que Cláudio Castro adiou sua renúncia de fevereiro para abril, coincidindo com a saída de Eduardo Paes. Isso criará uma situação inédita com eleições indiretas simultâneas para governo do estado e prefeitura do Rio.
O jornalista destaca a articulação de André Ceciliano (PT) para disputar o governo estadual na eleição indireta, descrevendo-o como "um político muito habilidoso" que conseguiu se eleger presidente da Assembleia Legislativa mesmo com bancada minoritária.
Cinema nacional e resistência cultural
Reconhecimento internacional após décadas de censura
Lichotti celebra o momento do cinema brasileiro, que ganhou o Globo de Ouro e concorre ao Oscar, destacando que isso acontece 40 anos após o fim da ditadura militar. O jornalista entrevistou recentemente o cineasta Neville D'Almeida, considerado o mais perseguido da história do Brasil, cujos dois primeiros filmes foram censurados.
"Demorou 40 anos pós-ditadura para recuperarmos nosso cinema nacional e finalmente sermos reconhecidos internacionalmente", analisa Lichotti, explicando que D'Almeida conseguiu burlar a censura através de filmes de sexo explícito, onde fazia críticas sociais sobre desigualdade e pobreza.
Arte como resistência
O advogado e jornalista enfatiza que "a arte é para sempre, a ditadura passa", destacando como é simbólico que os dois filmes brasileiros premiados internacionalmente tratem justamente sobre o período ditatorial.
Ralph Lichotti representa uma geração de profissionais que transitam entre diferentes áreas mantendo coerência em suas convicções. Sua trajetória evidencia a importância da advocacia combativa e do jornalismo independente para a democracia brasileira, especialmente em momentos de crise institucional e polarização política.
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Fontes consultadas:
niemeyerinstituto.com.br
ralphlichotti.com.br
anibrasil.org.br
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