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Levantamento nacional mostra Lula na liderança e aponta forte repercussão do caso Banco Master no eleitorado

O levantamento do Instituto Vetor Arrow, divulgado com exclusividade pelo Agenda do Poder, ouviu 9 mil eleitores em mais de 1.200 municípios brasileiros / Reprodução
19 de maio de 2026, 14:12
Última atualização: 19 de maio de 2026, 15:12
Uma das maiores pesquisas eleitorais do ciclo presidencial de 2026 aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. O levantamento do Instituto Vetor Arrow, divulgado com exclusividade pelo Agenda do Poder, ouviu 9 mil eleitores em mais de 1.200 municípios brasileiros entre os dias 15 e 18 de maio.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 37,4% das intenções de voto, contra 30,2% de Flávio Bolsonaro. Em seguida surge Renan Santos, com 7,4%, consolidando-se como um nome emergente fora da polarização entre petistas e bolsonaristas.

Já no segundo turno, Lula amplia a vantagem e alcança 50,7%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 38,3%. A diferença de 12,4 pontos aparece principalmente impulsionada pelo desempenho do presidente nas regiões Nordeste 1 e Nordeste 2.

Flávio mantém força em áreas estratégicas
Apesar da desvantagem nacional, Flávio Bolsonaro segue competitivo em regiões consideradas estratégicas. Segundo a pesquisa, o senador vence numericamente no Sul do país, com 45,2% contra 44,6% de Lula, além de registrar empate técnico na capital paulista e no ABC Paulista.
Em Minas Gerais, tradicionalmente considerado um dos estados mais decisivos em eleições presidenciais, Lula aparece com vantagem de 11 pontos.
A pesquisa também mostra desempenho regional expressivo de Renan Santos. No Tocantins, ele alcança 30,08% das intenções de voto, enquanto no Pará registra 21,79% e, no Amapá, 21,43%.
Caso Banco Master entra no centro da disputa
Além do cenário eleitoral, o levantamento mediu o impacto político do caso envolvendo o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes do entorno político bolsonarista e governista.
Segundo os dados, o tema já alcançou 83,3% dos brasileiros em menos de duas semanas de repercussão nacional. Do total, 69,1% disseram ter ouvido “muito” sobre o caso, enquanto 14,2% afirmaram ter ouvido “pouco”.

Quando questionados sobre quem teria maior envolvimento político no episódio, 38,3% atribuíram responsabilidade a Lula e aliados, enquanto 33,8% apontaram Flávio Bolsonaro e seu entorno. Outros 12,6% disseram considerar todos igualmente envolvidos.
O levantamento indica ainda que o tema não atinge exclusivamente um dos polos políticos. No Nordeste 2, região onde Lula lidera com folga, 42,8% responsabilizam o campo bolsonarista. Já no Centro-Oeste, 46,9% apontam Lula como principal envolvido político no caso.
Polarização segue forte
Na avaliação do Instituto Arrow, os números mostram que a polarização entre lulismo e bolsonarismo segue dominante no cenário nacional, apesar do surgimento de candidaturas alternativas.
Para Rodrigo Bethlem, presidente do instituto, o principal dado da rodada é justamente a velocidade com que o caso Banco Master entrou no debate político nacional.
“A resistência de Flávio no Sul e em São Paulo mostra que a polarização segue de pé e que há terreno para crescimento. O dado mais relevante desta rodada é o caso Banco Master: 83% do eleitorado já tomou conhecimento, e a responsabilização está dividida”, afirmou Bethlem.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09301/2026. A margem de erro é de 1,03 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
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