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O Ministério Público determinou que a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) apresente cópia do contrato com a Ambev, que pagará R$ 29 milhões como a principal patrocinadora do Carnaval de rua de São Paulo. A decisão foi tomada pela promotora Cíntia Marangoni, nesta terça-feira (3).
Autores da representação, o vereador Celso Giannazi e os deputados federal Luciene Cavalcante e estadual Carlos Giannazi, do PSOL, afirmam que, com este dinheiro, a prefeitura se comprometeu em um comunicado oficial a cobrir os gastos com logística, segurança, limpeza e infraestrutura para um público total de 16 milhões de foliões e mais de 650 blocos.
No entanto, o edital de fomento aos blocos reservou R$ 2,5 milhões para apoiar até 100 blocos, com repasse de até R$ 25 mil para cada.
O cenário, segundo os psolistas, inviabiliza a participação de blocos periféricos e tradicionais do Carnaval e ameaça a própria sobrevivência deles. Eles também sugerem que há falta de transparência na seleção dos blocos.
A promotora solicita ainda que a gestão também apresente, dentro de dez dias, o plano de aplicação dos recursos e preste esclarecimentos sobre os critérios para distribuição de infraestrutura aos blocos.
Reportagem da Folha mostrou que organizadores de blocos têm reclamado de falta de acesso a verba de patrocinadores.
Nunes já afirmou que a verba paga pela Ambev custeia a infraestrutura da festa e cobrou que os responsáveis pelos blocos também precisam captar patrocinadores.
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