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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, a mulher dele, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, o trapper Oruam, e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo seria responsável por ocultar e dissimular recursos do tráfico de drogas em comunidades do Rio.
A Polícia Civil realizou, na quarta-feira (29), uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os denunciados.
O Ministério Público sustenta que Marcinho VP, preso há mais de 20 anos, ainda exerceria influência no Comando Vermelho, coordenando movimentações financeiras e estratégias da organização.
Entenda a denúncia
Segundo a denúncia, Marcia Nepomuceno atuaria como gestora financeira da facção. As investigações apontam que ela receberia regularmente dinheiro em espécie de integrantes do grupo, entre eles Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, o Pezão.
Ainda conforme a acusação, para ocultar o patrimônio, ela teria adquirido e administrado estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas.
Oruam é apontado como beneficiário direto do esquema. De acordo com a ação penal, ele receberia recursos ilícitos e utilizaria a carreira artística para dissimular valores obtidos nas atividades criminosas. A denúncia afirma que o cantor teria recebido dinheiro de traficantes para custear despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.
O trapper está foragido desde fevereiro, após descumprir regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica no processo em que responde por tentativas de homicídio. O caso está ligado a um episódio ocorrido em julho do ano passado, quando houve uma confusão envolvendo policiais na porta da residência dele, no Joá.
Estrutura do grupo
O Ministério Público descreve a organização como estruturada em quatro núcleos: o de liderança encarcerada, atribuído a Marcinho VP; o núcleo familiar, responsável por intermediar ordens e gerir ativos; o núcleo de suporte operacional, que atuaria na lavagem de dinheiro e na ocultação patrimonial; e o núcleo de liderança operacional, formado por integrantes que atuariam diretamente nas comunidades com o tráfico de drogas e repassariam parte dos valores ao núcleo familiar.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Conheça os alvos da operação
Via Agenda do Poder
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