Nova aliança Brasil–Malásia mira protagonismo na produção de semicondutores

Nova aliança Brasil–Malásia mira protagonismo na produção de semicondutores

O Brasil e a Malásia estão em articulação para estabelecer uma parceria estratégica voltada à criação de uma empresa conjunta dedicada à produção de semicondutores. O anúncio foi feito durante a visita da comitiva brasileira a Kuala Lumpur, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma série de acordos com o governo malaio.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, informou que a nova joint venture será formada entre a empresa brasileira Tellescom e a malaia Inari, com foco na produção de chips destinados a veículos elétricos e híbridos, além de equipamentos voltados à transição energética.

O projeto representa um avanço importante para o Brasil na retomada de sua soberania tecnológica, especialmente no setor de semicondutores. A iniciativa está alinhada à reativação da estatal Ceitec, que havia sido desestatizada anteriormente e agora retoma suas atividades com foco em inovação.

A Malásia, reconhecida como uma das principais produtoras globais de semicondutores, traz experiência e tecnologia que fortalecem a parceria e ampliam o potencial de cooperação. Atualmente, cerca de 30 engenheiros brasileiros estão em treinamento no país asiático como parte do plano de desenvolvimento conjunto.

Durante a visita presidencial, Brasil e Malásia também firmaram cinco acordos de cooperação em áreas como ciência, tecnologia, inovação, bioeconomia e espaço. O Brasil, que possui a segunda maior reserva mundial de terras raras — elementos essenciais para motores, baterias e dispositivos eletrônicos —, busca com essa parceria fortalecer seu papel estratégico na cadeia produtiva global.

Segundo Luciana Santos, a parceria deve explorar tecnologias como carbeto de silício e nitreto de gálio, fundamentais para a fabricação de dispositivos de potência utilizados em automóveis e sistemas de energia renovável.

A iniciativa marca um passo decisivo para o Brasil se inserir de forma mais competitiva na cadeia global de semicondutores e reduzir sua dependência de importações em um setor essencial para a economia e para a inovação tecnológica.

 

Fonte: Brasil247

Por Jornal da República em 28/10/2025
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