Novela sobre o banimento do TIktok chega ao fim e aplicativo continuará a existir nos EUA

Acordo cria empresa nos EUA, transfere controle da operação e encerra anos de disputa política.

Novela sobre o banimento do TIktok chega ao fim e aplicativo continuará a existir nos EUA

Foram quase seis anos de ameaças e disputas. Nesta quinta-feira (22), o TikTok finalmente encontrou uma saída para continuar operando nos Estados Unidos.

A ByteDance, empresa chinesa dona do aplicativo, fechou um acordo com um grupo de investidores.

A parceria prevê a criação de uma nova empresa responsável exclusivamente pela operação da plataforma nos Estados Unidos. Na prática, a medida afasta o risco de banimento do aplicativo no país.

O embate começou ainda em 2020, quando Trump tentou barrar o TikTok alegando riscos à segurança nacional.

O argumento era que o governo chinês poderia usar o aplicativo para acessar dados sensíveis de cidadãos americanos ou influenciar o debate público. A ByteDance sempre negou qualquer ligação com Pequim.

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Como o TikTok evitou o banimento?

O impasse se arrastou por anos e ganhou um prazo definitivo após a aprovação de uma lei em 2024, que obrigava a empresa chinesa a vender o controle da operação nos EUA.

Esse prazo foi adiado três vezes, até que o acordo fosse assinado no ano passado.

A solução encontrada foi a criação de uma joint venture, uma empresa nova formada por mais de um grupo para dividir controle e responsabilidades.

Nela, investidores americanos e internacionais ficarão com 80,1% da operação. A nova empresa terá sede nos Estados Unidos e será comandada por Adam Presser, ex-chefe de operações do TikTok, que assumirá como CEO.

Segundo a plataforma, os dados de usuários americanos passarão a ser armazenados em servidores em solo americano, com auditorias independentes de segurança digital.

A estrutura também promete autonomia para decisões sobre moderação de conteúdo, privacidade e segurança, pontos centrais das críticas feitas por autoridades dos EUA.

Donald Trump comemorou o acordo nas redes sociais.

Disse estar “feliz por ter ajudado a salvar o TikTok” e agradeceu ao presidente chinês Xi Jinping por autorizar a transação. Segundo Trump, Pequim poderia ter barrado o acordo, mas optou por aprová-lo.

O CEO global da plataforma, Shou Chew, classificou o acordo como “uma ótima notícia”.

Depois de quase seis anos de disputas, o TikTok continua operando nos EUA sob uma nova estrutura criada para atender às exigências legais do país.

Por Jornal da República em 23/01/2026
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