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Palácio Tiradentes terá 38,6% de caras novas na próxima legislatura; nomes como Alexandre Knoploch, Carlos Minc e Célia Jordão ficam de fora das urnas
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) viveu, neste domingo (4), uma das maiores renovações de sua história recente. Dos 60 parlamentares que disputaram a permanência na Casa por mais quatro anos, apenas 43 conseguiram a reeleição. Outros 27 nomes que não faziam parte da atual composição conquistaram uma cadeira, o que representa uma renovação de 38,6% do Parlamento fluminense.
O resultado marca uma mudança significativa no perfil da Casa, que terá início em fevereiro de 2027. A renovação, no entanto, não foi total: a maioria dos deputados que tentaram permanecer conseguiu o objetivo, mas a lista dos que ficaram pelo caminho reúne nomes de peso e trajetórias consolidadas na política estadual.
Quem disputou a reeleição e ficou de fora
Entre os nomes que não estarão na próxima legislatura estão parlamentares de diferentes espectros políticos. A lista inclui Alexandre Knoploch (PL), Carlos Macedo (Republicanos), Carlos Minc (PSB), Célia Jordão (PSD), Dionísio Lins (PP), Dr. Deodalto (PL), Fabiani Vasconcellos (Agir), Fábio Silva (União), Filipe Soares (PSDB), Fred Pacheco (PL), Lilian Behring (PCdoB), Professor Josemar (PSOL), Renan Jordy (PL), Renato Machado (PT), Sérgio Fernandes (PSD), Val Ceasa (PRD) e Valdecy da Saúde (PL).
A relação reúne tanto nomes ligados à direita bolsonarista quanto representantes do campo progressista, evidenciando que a renovação atingiu todas as correntes políticas. A ausência de Carlos Minc, decano da Casa e um dos mais antigos parlamentares em atividade, chama atenção pela longevidade de sua trajetória — ele iniciava, na legislatura anterior, seu décimo mandato.
O sistema proporcional e a composição da Casa
A composição da Assembleia é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras. Foi essa lógica que permitiu ao PL atropelar na Alerj e eleger 21 deputados estaduais, formando a maior bancada da Casa.
A força do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro se repetiu no Legislativo estadual, ecoando o desempenho na disputa federal, onde o PL elegeu 15 deputados. A deputada mais votada do estado foi Índia Armelau (PL), com mais de 247 mil votos, seguida por Guilherme Delaroli (166.374) e Anderson Moraes (129.325).
Saídas por outros motivos: quem deixou a disputa local
Parte dos atuais deputados estaduais também não estará na próxima composição da Alerj, mas por motivos diferentes de uma derrota nas urnas. Enquanto alguns não concorreram nesta eleição, outros deixaram a disputa local para tentar outro cargo.
Entre esses nomes, Douglas Ruas (PL) concorre ao governo do estado; Samuel Malafaia (PL) venceu a 1ª suplência de senador na chapa de Carlos Portinho; e Thiago Gagliasso (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Wellington José (União), Martha Rocha (PDT) e Vitor Júnior (PDT) tentaram uma vaga na Câmara dos Deputados. O movimento de migração para outras disputas contribuiu para abrir espaço para novos nomes na Casa.
Quem disputou a reeleição, mas não estará na próxima legislatura da Alerj
A composição da Assembleia é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras.
Parte dos atuais deputados estaduais também não estará na próxima composição da Alerj, mas por motivos diferentes de uma derrota nas urnas. Enquanto alguns não concorreram nesta eleição, outros deixaram a disputa local para tentar outro cargo.
Entre esses, Douglas Ruas (PL) concorre ao governo do estado; Samuel Malafaia (PL) venceu a 1ª suplência de senador na chapa de Carlos Portinho; e Thiago Gagliasso (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Wellington José (União), Martha Rocha (PDT) e Vitor Júnior (PDT) tentaram uma vaga na Câmara dos Deputados.
A renovação de 38,6% insere a Alerj em um contexto de transformação do cenário político fluminense. A nova composição, com forte presença do PL, deve alterar a correlação de forças na Casa a partir de 2027, influenciando pautas e articulações no Legislativo estadual.
O resultado também reflete uma tendência nacional de avanço da direita, observada em outras assembleias e no Congresso. No Rio, a combinação entre a força do bolsonarismo e a fragmentação da oposição consolidou o domínio liberal, que agora se projeta também sobre o Palácio Tiradentes.
Carlos Minc é uma das figuras mais emblemáticas da política e do ambientalismo brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, construiu uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à defesa do meio ambiente e das causas sociais. Foi um dos fundadores do Partido Verde e ocupou o cargo de ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010, no governo Lula, período em que implementou políticas de combate ao desmatamento e de incentivo à energia limpa. Como deputado estadual, tornou-se o decano da Alerj, acumulando dez mandatos e sendo reconhecido pela coerência de suas bandeiras e pela longevidade de sua atuação parlamentar. Sua saída da Casa, ainda que não tenha renovado o mandato, não apaga o legado de uma das vozes mais respeitadas do ambientalismo nacional.
Confira a lista completa de cada partido:
PL — 21
1. Índia Armelau — 248.504 votos
2. Guilherme Delaroli — 166.374
3. Anderson Moraes — 129.325
4. Dra. Gabriela — 96.267
5. Alan Lopes — 93.396
6. Alexandre Isquierdo Malafaia — 83.461
7. Jair Bittencourt — 73.722
8. Nelsinho Ruas — 70.552
9. Rodrigo Medeiros — 65.530
10. Jorge Felippe Neto — 58.508
11. Delegado Carlos Augusto — 58.142
12. Marcelo Dino — 57.982
13. Dr. Pedro Ricardo — 57.354
14. Renato Miranda — 56.329
15. Márcio Gualberto — 50.804
16. Chico Machado — 50.664
17. Coronel Menezes — 46.700
18. Giselle Monteiro — 44.532
19. Poubel Filho — 42.871
20. Daniel Marques — 42.768
21. Felipe Tropa — 41.293
PT — 9
1. Elika Takimoto — 135.271
2. Verônica Lima — 85.421
3. André Ceciliano — 70.628
4. Marina do MST — 66.167
5. Allyson Elias — 51.145
6. Leonel de Esquerda — 44.597
7. Zeidan — 43.115
8. Adilson Pires — 42.467
9. Raone Ferreira — 28.377
PSD — 9
1. João Pires — 90.195
2. André Correa — 65.188
3. Claudio Caiado — 56.936
4. Guilherme Schleder — 54.760
5. Vinícius Cozzolino — 49.353
6. Luiz Paulo — 43.720
7. Ana Paula Mendes — 43.356
8. Carla Machado — 39.208
9. Joyce Trindade — 37.088
PSOL — 5
1. Renata Souza — 176.871
2. Flavio Serafini — 95.666
3. Dani Monteiro — 55.227
4. Luciana Boiteux — 44.928
5. Yuri Moura — 43.336
PP — 5
1. Felipinho Ravis — 93.606
2. Carlinhos BNH — 61.724
3. Felipe Pampolha — 61.589
4. Delegado Bernardo Leal — 57.254
5. Gustavo Tutuca — 56.334
UNIÃO — 4
1. Márcio Canella — 197.178
2. Rafael Nobre — 76.706
3. Bruno Dauaire — 69.119
4. Rafael Picciani — 46.686
REPUBLICANOS — 3
1. Librelon — 57.409
2. Leandro — 49.013
3. Tia Ju — 47.302
MDB — 2
1. Rosenverg Reis — 139.866
2. Giovani Ratinho — 46.380
PDT — 2
1. Fernanda Neves — 83.326
2. Serginho — 43.664
SOLIDARIEDADE — 2
1. Munir Neto — 52.808
2. Arthur Monteiro — 35.844
PSB — 2
1. Vantoil Martins — 39.179
2. Jari — 34.199
PCdoB — 1
1. Dani Balbi — 169.474
NOVO — 1
1. Costenaro — 121.780
PSDB — 1
1. Léo Vieira Filho — 72.939
AGIR — 1
1. Julio Rocha — 51.609
PRD — 1
1. Soldado Tobias — 37.969
DC — 1
1. Carlos Russo — 27.447
A composição da Alerj é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras no Poder Legislativo estadual.
Nomes conhecidos ficam fora
Entre os deputados que não conseguiram se reeleger está Carlos Minc (PSB). O parlamentar, que já acumulava dez mandatos na Alerj e quatro décadas de atuação como deputado estadual, recebeu 30.383 votos e terminou como primeiro suplente do partido.
Dr. Rogério Amorim (PL), por sua vez, recebeu 35.810 votos e ficou como suplente. A candidatura tinha a expectativa de herdar os votos de seu irmão, Rodrigo Amorim, deputado estadual mais bem colocado nas eleições de 2018.
João Pires, Coronel Menezes e Costenaro são eleitos para a Alerj
A nova composição também teve algumas surpresas. João Pires (PSD), ex-secretário municipal do Rio de Janeiro de Defesa do Consumidor, foi eleito com 90.195 votos. Ele ganhou projeção nas redes sociais ao participar de vistorias que resultaram no fechamento de postos de combustíveis que adulteravam o resultado das bombas.
Outro destaque foi Coronel Menezes (PL), ex-secretário estadual de Polícia Militar, eleito com 46.700 votos.
Já Costenaro foi o único deputado eleito pelo Novo. Ele ficou conhecido nacionalmente após ser expulso da Câmara dos Deputados pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL).
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