Pesqueisa Gerp revela que o Desinteresse Cívico Assombra Rio: Maioria não Sabe em quem Votar para Governador

Paes Lidera com 46% em Cenário de Apatia Política sem Precedentes no Rio

Pesqueisa Gerp revela que o Desinteresse Cívico Assombra Rio: Maioria não Sabe em quem Votar para Governador

Paes Dispara com 46% e Eleição para Governador Ainda não Entrou no Radar do Eleitor Fluminense

A supremacia do prefeito-rei e o desalento cívico que assombra a democracia fluminense

A mais recente sondagem eleitoral do Instituto Gerp desvenda um panorama político que espelha, com meridiana clareza, os vícios e virtudes de nossa democracia representativa. Eduardo Paes, o atual prefeito da capital fluminense, emerge como figura hegemônica na corrida ao Palácio Guanabara, ostentando impressionantes 46% das intenções de voto.

Cenário Estimulado para Governador - Março 2026

Candidato Intenção de Voto (%) Posição
Eduardo Paes 46% 1º lugar
Garotinho 8% 2º lugar
Glauber Braga 6% 3º lugar
Felipe Curi 5% 4º lugar
Douglas Ruas 4% 5º lugar
General Pazuello 4% 5º lugar
Wilson Witzel 3% 7º lugar
Não votaria em nenhum 12% -
Não sabe/Não respondeu 10% -

A Monarquia Eletiva de Paes

Como bem observava este cronista em seus escritos sobre a República nascente, "o poder, quando concentrado em excesso, tende a criar não cidadãos, mas súditos". A liderança avassaladora de Paes - que supera em quase seis vezes seu mais próximo perseguidor - revela um fenômeno que transcende a mera popularidade política.

Os demais postulantes ao governo estadual figuram como coadjuvantes em uma peça teatral onde o protagonista já conquistou definitivamente a plateia. Como dizia o brocardo latino: "Auctoritas, non veritas, facit legem" - a autoridade, não a verdade, faz a lei.

O Desalento Cívico: Quando o Povo se Ausenta da Política

Mais preocupante que a hegemonia de um candidato é o alarmante desinteresse do eleitorado fluminense. Sessenta por cento dos consultados, quando inquiridos espontaneamente, confessam ignorar em quem depositar seu voto para governador.

Disputa Senatorial - Primeiro Voto

Candidato Intenção de Voto (%) Situação
Cláudio Castro 20% Liderança
Benedita da Silva 16% 2º lugar
Marcelo Crivella 11% 3º lugar
Marcio Canela 7% 4º lugar
Rodrigo Pimentel 7% 4º lugar
Alessandro Molon 6% 6º lugar
Não votaria em nenhum 10% -
Não sabe 6% -

Disputa Senatorial - Segundo Voto

Candidato Intenção de Voto (%) Variação
Cláudio Castro 13% -7%
Benedita da Silva 11% -5%
Marcelo Crivella 8% -3%
Alessandro Molon 8% +2%
Rodrigo Pimentel 5% -2%
Marcio Canela 3% -4%

O Senado: Arena de Gladiadores sem Vencedor Absoluto

No certame senatorial, o cenário apresenta-se mais equilibrado, porém não menos fragmentado. A possibilidade de duplo voto senatorial introduz elemento de imprevisibilidade que torna esta corrida particularmente volátil. Como ensina a jurisprudência eleitoral: "in dubio pro populo" - na dúvida, que prevaleça a vontade popular.

Cenário Presidencial no Rio de Janeiro

Candidato Intenção de Voto (%) Situação
Lula 38% Empate técnico
Flávio Bolsonaro 37% Empate técnico
Ciro Gomes 6% 3º lugar
Ratinho Jr 3% 4º lugar
Não votaria em nenhum 5% -
Não sabe/Não respondeu 6% -

A Polarização Nacional Espelhada no Rio

A disputa presidencial no estado fluminense reproduz, com fidelidade matemática, a polarização nacional. Este cenário bipartido, se por um lado demonstra a vitalidade democrática através da alternância de poder, por outro revela a dificuldade de construção de consensos mínimos.

Dados Técnicos da Pesquisa

Especificação Detalhes
Período de realização 2 a 6 de março de 2026
Número de entrevistas 1.200
Método Telefônico
Margem de erro 2,89 pontos percentuais
Nível de confiança 95,5%
Registro TSE RJ-00841/2026

Considerações Finais: O Imperativo da Vigilância Democrática

Como advertia em meus escritos sobre a consolidação republicana, "a democracia não é conquista definitiva, mas construção permanente". A supremacia eleitoral de Eduardo Paes, embora legítima, não deve obscurecer a importância do debate democrático.

Que esta campanha eleitoral sirva não apenas para escolher governantes, mas para despertar no povo fluminense o interesse pela "res publica" - a coisa pública - que é patrimônio de todos e responsabilidade de cada um.

"A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, ao movimento" - palavras que ecoam como imperativo moral para que a democracia fluminense se renove e se fortaleça.

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Por Jornal da República em 08/03/2026
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