Refit: PF encontra R$ 500 mil em dinheiro na casa de policial em ação contra Cláudio Castro e Ricardo Magro

Refit: PF encontra R$ 500 mil em dinheiro na casa de policial em ação contra Cláudio Castro e Ricardo Magro

Dinheiro foi encontrado na casa do Policial Civil Maxwell Moraes Fernandes armazenado em caixas de sapato. Uma delas continha a seguinte inscrição: "O que é bom a gente guarda".

Por: Plínio Teodoro

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- Ricardo Magro, o dinheiro encontrado pela PF, Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro (Reprodução)

Polícia Federal (PF) encontrou R$ 500 mil, em dinheiro vivo, dentro de uma caixa na casa do policial civil do Rio Maxwell Moraes Fernandes, alvo da Operação Sem Refino, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (15). Ex-governador e aliado do clã Bolsonaro, Cláudio Castro, foi um dos alvos da ação, juntamente com o megasonegador Ricardo Magro, dono do grupo Refit.

O dinheiro apreendido pela PF estava armazenado em notas de R$ 100, R$ 200 e R$ 50 em caixas de sapato, uma delas continha a seguinte inscrição: “O que é bom a gente guarda”.

“A instituição reforça que mantém permanente cooperação com os órgãos de investigação e segurança pública, atuando de forma integrada. O caso é acompanhado pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil”, disse a Polícia Civil fluminense em nota sobre o caso.

Castro foi um dos alvos da operação da Polícia Federal, que investiga um esquema criminoso em torno de Ricardo Magro, dono do Grupo Refit e um dos maiores fraudadores de impostos do Brasil. Magro é um dos alvos da operação.

Agentes da Polícia Federal realizaram busca e apreensão no apartamento onde o ex-governador mora, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense. A operação conta com apoio técnico da Receita Federal.

Segundo a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

“Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foi determinada a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da INTERPOL”, diz a nota divulgada pela corporação.

A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Por Jornal da República em 16/05/2026
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