Republicanos lança terceira força no Rio com Crivella e Waguinho no Senado

Republicanos lança terceira força no Rio com Crivella e Waguinho no Senado

Marcelo Crivella e Waguinho se unem ao Republicanos em estratégia ousada para o Senado

O cenário político do Rio de Janeiro ganha novos contornos com o anúncio do Republicanos de lançar Marcelo Crivella e Waguinho como candidatos ao Senado estadual. A decisão posiciona o partido como a terceira força em jogo, única entre as maiores siglas a manter autonomia diante das coligações que se cristalizam em torno de Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL).

A Estratégia Republicana em Foco

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou a candidatura das duas cadeiras ao Senado, sinalizando que a legenda não abdicará de sua relevância política. "Temos bons nomes. Precisa ver as pesquisas mais para frente e decidir qual terá mais viabilidade", afirmou o dirigente, deixando em aberto a disputa pelo governo do estado.

O presidente estadual da legenda, Luis Carlos Gomes, detalhou a estratégia: "Para o Senado, o partido já definiu as duas cadeiras. Para o governo, estamos esperando a decisão da Justiça para nos posicionarmos." A cautela reflete a possibilidade de uma eleição suplementar, que determinará parte do recalibramento político estadual.

Crivella: do Centro para a Direita

Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio e atual deputado federal, traz uma trajetória política complexa. Embora tenha servido como Ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff, posicionou-se gradualmente à direita do espectro político. Nas redes sociais e no Congresso, tem defendido a anistia aos condenados pela trama golpista, alinhando-se a setores conservadores da base governista.

A candidatura de Crivella ao Senado representa uma tentativa de consolidar sua base no Rio, após anos de polarização que marcaram sua gestão à frente da prefeitura carioca.

Waguinho: O Apoiador Incondicional de Lula

Diferentemente de Crivella, Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo, construiu sua campanha ao Senado a partir de uma adesão declarada ao presidente Lula, apesar de sua origem política fora da esquerda. "Não sou petista nem de esquerda, mas não abro mão do presidente Lula. Apoio o presidente pelas políticas públicas a favor do povo, que dão oportunidade a quem mais precisa", declarou.

A assertiva é notável porque Belford Roxo e a Baixada Fluminense historicamente se demonstram refratárias ao petista. Waguinho, contudo, construiu sua candidatura a partir de conversas em Brasília, solidificando seu apoio ao governo federal como eixo central de sua plataforma.

O Disputado Pleito para o Governador

Embora a legenda tenha definido as duas cadeiras ao Senado, o governador permanece em aberto. O Republicanos trata a decisão como estratégica, condicionada aos resultados de pesquisas e à definição sobre a eleição suplementar.

Anthony Garotinho, ex-governador com trajetória marcada por controvérsias, surge como um dos nomes cogitados. Sua filha Clarissa Garotinho, ex-deputada federal, também é considerada. André Português, ex-prefeito de Miguel Pereira, e Ítalo Marsili, médico e influenciador digital com até este sábado para se filiar, completam a lista de potenciais candidatos.

A multiplicidade de nomes reflete a indefinição interna sobre qual perfil teria maior viabilidade eleitoral.

Um Senado Repleto de Candidaturas

A corrida pelo Senado no Rio apresenta-se particularmente saturada. Pela aliança de Douglas Ruas (PL), estão colocados Márcio Canella (União), ex-aliado de Waguinho que se desincompatibilizou da prefeitura de Belford Roxo para disputar a vaga, e Cláudio Castro (PL), embora inelegível.

Na coligação de Paes (PSD), Benedita da Silva (PT) é a candidatura mais oficializada, enquanto Pedro Paulo (PSD), principal aliado do ex-prefeito, também é considerado uma possibilidade concreta.

O Equilíbrio Frágil

O Republicanos consolida-se como ator indispensável no tabuleiro político carioca, uma vez que nenhuma das duas principais coligações — a de Paes com MDB, PT, PSB e PDT, e a de Ruas com PP e União Brasil — dispõe de maioria absoluta sem ele. Sua decisão de manter autonomia, lançando Crivella e Waguinho ao Senado, reafirma o partido como terceira força relevante, capaz de condicionar tanto os termos da negociação quanto a formação final de alianças no estado.

Fontes: O Globo — reportagem sobre candidaturas do Republicanos ao Senado

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Por Jornal da República em 05/04/2026
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