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A The Best Açaí, maior franqueadora de açaí do Brasil, participou da Expo Franchising ABF Rio 2026, no Riocentro, na Barra Olímpica, para anunciar a expansão no estado do Rio de Janeiro.
A feira acontece entre 5 e 7 de novembro, reúne cerca de 100 marcas expositoras e espera mais de 15 mil visitantes.
André Luiz, da área de expansão da rede, apresentou os números que sustentam o discurso. "Nós somos hoje a maior franqueadora de açaí do Brasil. Já temos mais de 1.200 lojas vendidas no Brasil, 25 lojas no Paraguai e 5 lojas nos Estados Unidos."
O Rio como praça estratégica
O desembarque carioca não é experimental. "Estamos chegando agora aqui no Rio de Janeiro, que hoje é uma grande praça consumidora de açaí e que ainda não conhecia a nossa marca. Agora a gente chegou com força."
"Já estamos com mais de 25 lojas vendidas aqui, 12 lojas inauguradas."
A velocidade chama atenção. Em um mercado onde a abertura de uma unidade de alimentação leva meses entre obra, licenciamento e treinamento, vender 25 pontos e inaugurar 12 em um único ciclo indica que a rede chegou com franqueados já formados ou com estrutura de implantação acelerada.
O case que virou argumento de venda
A unidade de Copacabana foi apresentada como prova de conceito. "O case de sucesso da marca está aqui: Copacabana hoje com 1.200 vendidos por mês. Ela tem um faturamento absurdo, astronômico. E a gente fala muito sobre isso porque, para uma rede de açaí, isso é algo impensável."
O desempenho é relevante porque o açaí é, em geral, negócio de ticket médio baixo e margem apertada. Uma loja que gira 1.200 unidades por mês em uma das avenidas de maior custo de ocupação do país demonstra que o modelo suporta operação em endereço premium.
A proposta que se diferencia
A posição da rede no mercado foi descrita com clareza. "A The Best vem com uma proposta diferente: mais wellness, mais voltada para o público que pratica esporte, mas também para a família. É um ambiente em que você se sente à vontade para curtir, para vir comer um açaí com preço justo."
E o preço é o argumento central. "Você vai pagar em torno de R$ 9,90 o quilo, ou seja, R$ 0,99 a cada 100 gramas."
A estrutura do buffet reforça o volume. "São 12 opções de açaí, 24 opções de sorvete. Você fica à vontade para montar o seu, porque é self service, com mais de 40 acompanhamentos, fora as caldas."
| Estrutura da loja | Número |
|---|---|
| Sabores de açaí | 12 |
| Sabores de sorvete | 24 |
| Acompanhamentos | mais de 40 |
| Caldas | à vontade |
| Formato | self service por peso |
| Preço por 100g | a partir de R$ 0,99 |
O preço como estratégia em cenário adverso
Perguntado sobre como a rede cresce em um país com consumo pressionado, André Luiz não negou o cenário. "A The Best entende o cenário econômico, mas vem remando contra isso."
A explicação que ele oferece é de comportamento de consumo. "O Brasil não passa por um bom momento econômico, mas a parte de consumo, a parte de alimento sempre vai bem.
O brasileiro arruma um tempo para consumir um produto, para passar um tempo de qualidade. A The Best está bem posicionada dentro do lar."
O argumento tem lógica econômica verificável. Em períodos de renda apertada, o lazer de maior valor (restaurante, viagem, cinema) cede espaço para o lazer de menor ticket — e uma sobremesa self-service a R$ 9,90 o quilo se encaixa exatamente nessa faixa.
O açaí ainda carrega associação com alimentação saudável, o que reduz a culpa do gasto.
O que separa a rede no franchising
A tese de expansão apresentada pela empresa tem dois pilares: segurança e multifranqueados.
"O projeto de expansão vem num ritmo muito acelerado e trazendo resultados, pautado muito em números, numa segurança, numa assertividade de pontos, onde o franqueado consegue ter essa segurança de investir o seu recurso."
E o dado que confirma a aposta. "Hoje os nossos maiores franqueados partem de 30 lojas, 20 lojas."
O modelo de multifranqueado é o que permite escala acelerada com risco distribuído. Quando um investidor abre a segunda, a terceira e a vigésima loja, ele já domina a operação, o ponto comercial e o treinamento de equipe — a curva de aprendizado não se repete. Para a rede, é crescimento de receita de royalties sem crescimento proporcional de suporte.
A origem que virou narrativa
A história da marca começa em 2017, em Londrina (PR). Três jovens — Mateus Bragatto, Mateus Queiroz e Sérgio Kendy — reuniram R$ 15 mil para abrir a primeira loja, com a proposta de democratizar o consumo de açaí por meio de um modelo self-service acessível.
O relato de origem ganhou força pela origem do desafio: Sérgio Kendy, então estudante de engenharia, visitou uma loja de açaí com o pai e saiu decepcionado. A reação do pai — "Não gostou? Faça melhor" — virou ponto de partida do negócio.
O caminho não foi linear. A rede passou pela pandemia de 2020 e, em vez de recuar, acelerou a venda de franquias.
| Marco da The Best Açaí | Dado |
|---|---|
| Fundação | 2017, Londrina (PR) |
| Capital inicial | R$ 15 mil |
| Faturamento (2025) | R$ 1 bilhão |
| Projeção (2026) | R$ 1,5 bilhão |
| Lojas vendidas | mais de 1.100 |
| Lojas em operação | mais de 800 |
| Estados brasileiros | 13 |
| Paraguai | 21 a 25 unidades |
| Estados Unidos | 1 unidade (Miami) |
| Lojas no Rio de Janeiro | 19 em operação no site oficial; 25 vendidas |
| Açaí e sorvete produzidos | mais de 40 toneladas por mês |
A internacionalização e o Paraguai
A rede já opera fora do Brasil desde 2019, com entrada pelo Paraguai — escolha estratégica pela proximidade com Londrina e pelo ambiente tributário mais favorável. Hoje soma cerca de 21 unidades no país, distribuídas por Assunção, Ciudad del Este, Capiatá, Areguá e outras cidades.
A estreia nos Estados Unidos veio em 2026, com abertura em Miami. Segundo o CEO Sérgio Kendy, a loja foi montada em 40 dias para aproveitar a Copa do Mundo, que teve sete partidas na cidade.
O ajuste de portfólio que ampliou o alcance
Em setembro de 2026, a rede reformulou seus modelos de franquia. A principal novidade foi o formato Tradicional Light, que reduziu o investimento inicial para cerca de R$ 250 mil — aproximadamente 40% menos que o valor anterior.
A estrutura ficou assim dividida:
| Modelo | Investimento | Faturamento médio mensal | Retorno estimado |
|---|---|---|---|
| Tradicional Light | ~`R$ 250 mil` | R$ 80 mil | ~22 meses |
| Tradicional | R$ 350 mil + R$ 70 mil de taxa | R$ 105 mil | ~22 meses |
A redução de barreira de entrada tem efeito duplo. Amplia a base de candidatos — incluindo investidores de primeira loja — e acelera o ritmo de comercialização, que é justamente o indicador perseguido pela rede em 2026.
Onde acompanhar
A rede mantém perfil principal em @thebestacai e o fundador Sérgio Kendy comunica conteúdo sobre empreendedorismo em @sergiokendy, com Y no final.
Bio da The Best Açaí
A The Best Açaí é a maior franqueadora de açaí do mundo, fundada em 2017, em Londrina (PR), pelos empreendedores Mateus Bragatto, Mateus Queiroz e Sérgio Kendy.
A origem do negócio é simples e improvável: Kendy, então estudante de engenharia, saiu insatisfeito de uma loja de açaí e ouviu do pai a provocação que mudaria sua trajetória — "Não gostou? Faça melhor".
Com R$ 15 mil reunidos pelos três sócios, abriram a primeira unidade com uma proposta então inédita no segmento: self-service acessível, em que o cliente monta o próprio copo e paga por peso. A tese funcionou.
A rede cresceu de forma acelerada, atravessou a pandemia de 2020 ampliando operações e atingiu R$ 1 bilhão de faturamento em 2025, com projeção de R$ 1,5 bilhão em 2026. Hoje são mais de 1.100 lojas vendidas e mais de 800 em operação, distribuídas por 13 estados brasileiros, com presença internacional no Paraguai e nos Estados Unidos — a primeira unidade americana foi aberta em Miami, em 2026, montada em apenas 40 dias para aproveitar a Copa do Mundo.
O modelo de negócio combina preço acessível — a partir de R$ 0,99 por 100 gramas —, variedade (12 sabores de açaí, 24 de sorvete, mais de 40 acompanhamentos) e posicionamento wellness, voltado a praticantes de esporte sem deixar de atrair famílias.
A rede produz mais de 40 toneladas de açaí e sorvete por mês e mantém operação verticalizada que garante padronização nacional.
Sua estratégia de expansão se apoia em multifranqueados, com investidores que operam 20, 30 ou mais unidades — perfil que reduz risco e acelera abertura.
Em setembro de 2026, a empresa reformulou o portfólio de franquias e lançou o formato Tradicional Light, com investimento inicial de cerca de R$ 250 mil, cerca de 40% menor que o modelo anterior, com faturamento médio mensal de R$ 80 mil e retorno estimado em 22 meses.
No Rio de Janeiro, praça que a rede define como estratégica e ainda pouco explorada, já comercializou mais de 25 lojas e inaugurou 12, com destaque para a unidade de Copacabana, que registra cerca de 1.200 vendas por mês. Seus fundadores integram a lista Forbes Under 30 e o CEO Sérgio Kendy mantém atuação pública como comunicador sobre empreendedorismo.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Antonio Lemos, @djportugues
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