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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convidou embaixadas estrangeiras para um novo encontro, marcado para 17 de agosto, com o objetivo de explicar o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro. O convite foi divulgado no último sábado (25) e contará com a presença do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que já havia se reunido com 25 embaixadores em 16 de junho sobre o mesmo tema.
A movimentação ocorre poucos dias depois de o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionar a confiabilidade das urnas em evento realizado em Brasília na terça-feira (21/7), diante de representantes diplomáticos de mais de 40 países — entre eles EUA, China, Israel, Alemanha e Reino Unido. Na ocasião, o senador afirmou que parte das máquinas usadas nas eleições brasileiras teria a mesma origem da empresa venezuelana Smartmatic, citando um suposto relatório da CIA que ligaria a companhia a fraudes eleitorais na Venezuela em 2012.
O TSE já desmentiu publicamente essa versão. Em nota, o tribunal reiterou que a Smartmatic nunca forneceu nem programou urnas eletrônicas para o Brasil, atuando apenas pontualmente no treinamento de técnicos que davam suporte operacional aos equipamentos.
O episódio guarda semelhança com o ocorrido em julho de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada e atacou o sistema eleitoral sem apresentar provas. Por aquela reunião, o ex-presidente foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, ficando inelegível até 2030. Flávio defendeu o pai dizendo que a intenção da reunião de 2022 era apenas relatar preocupações com a transparência do processo eleitoral.
Procurado, o TSE ainda não se manifestou diretamente sobre as declarações mais recentes de Flávio, mas a nova reunião de agosto é vista como parte da estratégia da Corte de reforçar, junto ao corpo diplomático, a segurança e a idoneidade do sistema de votação eletrônica antes das eleições de 2026.
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