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Em ato pela reeleição do presidente Lula, o deputado federal Lindbergh Farias (PT) e o vereador do Rio Leonel de Esquerda (PT) defenderam as políticas sociais do governo, atacaram adversários investigados e apostaram na vitória eleitoral — em meio a um cenário de pesquisas divergentes na reta final da campanha.
O Jornal da República registrou o ato pela cultura em apoio à reeleição do presidente Lula, na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Entre os presentes estavam o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) — ex-senador, ex-prefeito de Nova Iguaçu e um dos nomes mais lembrados para a Câmara no estado — e o vereador Leonel de Esquerda (PT), presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Rádio e TV do Rio e pré-candidato a deputado estadual. Na fala dos dois, um nome se destacou como tema dominante da reta final: Vorcaro, empresário no centro de investigações que atravessam o cenário político nacional.
Vorcaro
A abertura da entrevista já definiu o tom. Para os entrevistados, o caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro — dono do Banco Master, cuja CPI movimentou o Congresso em 2025 e cujos desdobramentos pautaram o noticiário de 2026 — seria "a pauta principal no Brasil inteiro" nesta reta final de campanha. A menção conecta o ato cultural às investigações que dominam os bastidores da eleição, incluindo a crise institucional instalada no STF a partir do caso.
As acusações contra Flávio Bolsonaro
Lindbergh Farias fez afirmações contundentes sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atribuindo a ele a intenção de disputar uma candidatura como forma de escapar de investigações. Segundo o deputado, o senador "vai ser preso por fraude do INSS, pelo dinheiro do Master". Ele citou ainda a cifra de "130 milhões" e o nome de William Tomás, afirmando que ele "pode ir em cima" do senador e "pegar tudo que é de falcatrua que ele tá metido".
A transcrição registra as declarações como proferidas em contexto eleitoral, sem citar condenação — cabe à Justiça e ao eleitor separar o que é acusação comprovada do que é estratégia de campanha.
"A eleição é proposta": a defesa do legado
Na visão dos entrevistados, a eleição se decide por propostas — e quem teria "carta na mesa para botar" seria o presidente Lula. Os aliados citaram os projetos sociais, a retirada do Brasil "de novo do mapa da fome" e os índices socioeconômicos que, segundo eles, provariam que Lula seria "o melhor presidente que esse país já teve na história". A projeção da militância é de reeleição "pela quarta vez" — referência às vitórias de 2002, 2006 e 2022.
Pesquisas divergentes e confiança na rua
Questionado sobre o cenário de pesquisas — que ele mesmo descreveu como "esse monte de pesquisa, cada uma com resultado diferente" —, Lindbergh Farias minimizou a importância das sondagens nesta fase da campanha: "A Lula vai ganhar essa eleição, vocês vão ver. Pesquisa de deputado não adianta muito agora". A fala reflete a estratégia de apostar na mobilização de rua — o deputado destacou que está "na rua, com o povo".
O contexto do ato
A manifestação integra a série de eventos pela reeleição do presidente que movimentam o calendário político do Rio nesta reta final. O ato reuniu artistas como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Daniela Mercury, em meio a um episódio que marcou a noite: o prefeito Eduardo Cavaliere foi vaiado ao citar o nome do candidato do PSD ao Senado, Pedro Paulo, com parte da plateia gritando o nome da candidata do PSOL, Monica Benício. O governador Eduardo Paes e o próprio Pedro Paulo não compareceram. Horas depois, Lula subiu ao palanque para defender a aliança: "Não temos mais idade para brincar".
A fala de Lindbergh Farias e Leonel de Esquerda no ato pela cultura sintetiza o tom da campanha governista na reta final do primeiro turno: ataques diretos a adversários investigados, defesa intransigente do legado socioeconômico do governo e aposta na mobilização popular em detrimento das pesquisas intermediárias. As acusações contra Flávio Bolsonaro — envolvendo fraude do INSS e o caso Banco Master — e a centralidade do nome de Vorcaro mostram como as investigações seguem pautando o debate eleitoral de 2026. A matéria registra as declarações como proferidas, sem atribuir-lhes veracidade; o desfecho dos processos caberá à Justiça, e a decisão, ao eleitor.

Por Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Doutor Honoris Causa em Direito e Ciências Políticas, Acadêmico da ABRASCI , Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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