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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou duramente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao acusá-lo de “atropelar a Constituição estadual” em sua tentativa de avançar com projetos de privatização da Copasa e da Cemig. Segundo o parlamentar, o governo mineiro tem adotado medidas que visam entregar a gestão dos recursos hídricos e energéticos do estado à iniciativa privada, desrespeitando dispositivos legais e colocando em risco o patrimônio público.
Para Correia, a pressa de Zema em vender ativos estratégicos do estado representa um ataque direto à soberania dos mineiros. O deputado destacou que a água é um bem público e essencial, que não pode ser tratado como mercadoria. “O governador quer transformar a água de Minas em fonte de lucro para grandes grupos econômicos. Isso é um crime contra o povo mineiro”, declarou.
A crítica ganha força no contexto em que o governo de Minas Gerais tenta acelerar as privatizações, alegando necessidade de reduzir o déficit fiscal. Rogério Correia, contudo, rebate esse argumento, afirmando que o real objetivo é atender a interesses empresariais e abrir caminho para o controle privado de serviços básicos.
O parlamentar também chamou atenção para o fato de que a Constituição estadual proíbe a venda de empresas públicas estratégicas sem aprovação de um plebiscito popular. “Zema ignora a vontade do povo e desrespeita a Constituição de Minas Gerais. Essa postura autoritária precisa ser denunciada e barrada”, concluiu.
A polêmica reacende o debate sobre o papel do Estado na gestão de recursos essenciais e sobre os limites legais das privatizações em Minas Gerais, tema que continua a gerar tensão entre o governo e a oposição na Assembleia Legislativa.
Fonte: Brasil247
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