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Douglas Ruas (PL) já traça os primeiros passos de seu futuro governo no Rio de Janeiro, mesmo antes da oficialização do resultado das eleições. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que abriu caminho para sua vitória no primeiro turno, ele prometeu intensificar o combate ao crime organizado, recuperar territórios dominados por criminosos e atuar nas comunidades ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador seja eleito presidente da República.
O candidato também aproveitou a ocasião para criticar Eduardo Paes (PSD), que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra os efeitos da decisão do TSE. Ruas afirmou que seus adversários fizeram “tudo” para impedir sua vitória e acusou a campanha adversária de promover ataques e mentiras contra ele e sua família.
Ao agradecer aos mais de 4 milhões de eleitores que apoiaram sua candidatura, Ruas afirmou que pretende governar para todos os fluminenses, independentemente das escolhas políticas feitas nas urnas.
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Promessa de entrar nas comunidades
A segurança pública foi apresentada como uma das prioridades da administração que deverá começar em janeiro de 2027. Ruas prometeu ampliar a presença do Estado em áreas controladas por organizações criminosas, associando operações de segurança a ações de cidadania.
“A partir de janeiro, eu e Flávio vamos entrar nas comunidades e resgatá-las com cidadania”, declarou.
Em um recado direcionado aos moradores dessas regiões, o candidato afirmou que pretende enfrentar os grupos criminosos que exercem controle territorial e restringem a liberdade da população.
“Vocês serão nossa prioridade a partir de janeiro. Ao lado de Flávio Bolsonaro, vamos declarar guerra ao crime organizado, vamos entrar com toda força e coragem para libertar vocês do crime organizado”, afirmou.
Ruas também procurou diferenciar os moradores das comunidades dos criminosos que atuam nesses territórios. Segundo ele, a violência nessas localidades está associada à ausência do poder público.
“As pessoas que moram nesses locais não são violentas, esses locais não são violentos. O que acontece é que são áreas abandonadas pelo poder público e dominadas pelo crime organizado”, declarou.
O candidato prometeu ainda devolver os espaços públicos à população e destacou seu perfil municipalista. Entretanto, não apresentou detalhes sobre quais comunidades receberiam as primeiras intervenções, nem informou cronograma, orçamento ou estrutura operacional das ações anunciadas.
Crítica ao recurso de Paes no Supremo
A disputa eleitoral também ocupou parte da entrevista. Ruas criticou a decisão da coligação de Eduardo Paes de recorrer ao STF para questionar os efeitos da anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos).
“O que vimos foi um ataque às instituições: a Justiça Eleitoral sendo atacada. Há que se ter responsabilidade no processo eleitoral, partidos já se manifestaram reconhecendo a vontade popular”, afirmou.
Para o candidato do PL, o resultado das urnas deve ser respeitado, e a insistência na disputa judicial representa uma tentativa de prolongar o processo eleitoral.
“É lamentável que se insista em levar para o Judiciário aquilo que deve ser resolvido na arena da política”, acrescentou.
A coligação de Paes, por sua vez, busca contestar judicialmente os efeitos da exclusão dos votos de Garotinho, medida que alterou os percentuais da disputa pelo governo estadual.
Retotalização será no sábado
O TSE decidiu, por 5 votos a 2, manter o indeferimento da candidatura de Anthony Garotinho e excluir seus 274.411 votos da contagem dos válidos.
Na apuração original, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27%, enquanto Eduardo Paes obteve 3.706.984 votos, ou 42,76%.
Com a exclusão dos votos de Garotinho, a projeção é que Ruas alcance 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para vencer no primeiro turno. A vantagem de 564.215 votos sobre Paes permanece inalterada.
A retotalização oficial está marcada para sábado (10), às 15h, no Palácio da Democracia, sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Durante a coletiva, Ruas também reforçou o pedido de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e associou o resultado das urnas ao desejo de mudança da população. A eventual participação do senador nas ações anunciadas para janeiro dependerá do resultado do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
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