Advogado de mulher flagrada fazendo saudação nazista na eleição.diz que ela foi fez isso porque foi chamada de nazista

Erica Pinho foi flagrada fazendo saudação nazista em seção eleitoral de Botafogo no último domingo. Foto: Reprodução

Advogado de mulher flagrada fazendo saudação nazista na eleição.diz que ela foi fez isso porque foi chamada de nazista

O advogado Marcello Ramalho, que defende Erica Marques Pinho, flagrada fazendo uma saudação nazista numa seção eleitoral em Botafogo no último domingo (25), disse que ela estava respondendo a provocações. Ela teria sido chamada de nazista e racista por usar uma camisa do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e um boné vermelho com a sigla MAGA (Make America Great Again), slogan usado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Ela foi chamada de nazista, de racista, porque estava com o boné do Trump. Quando ela levanta o braço, foi um tom de deboche às acusações recebidas, sem intenção de expressar adesão ao racismo”, disse o advogado Marcello Ramalho.

O advogado prometeu ainda que a cliente iria pedir desculpas à comunidade judaica durante seu depoimento à Polícia Civil, nesta terça-feira. Segundo Ramalho, o gesto aconteceu “no calor da discussão”.

“Ela respeita profundamente a comunidade judaica e ela vai pedir excusas à comunidade judaica”, disse o advogado.

O caso aconteceu no Colégio Santo Inácio, durante a votação. Ao ser flagrada fazendo o gesto, Érica ainda debochou das pessoas que filmavam. Um eleitor judeu, Ian Andrade, que estava no local, ficou indignado e disse que “que sentiu nojo”:

“Eu não vou te falar medo, porque eu não tenho medo dessa gente, mas senti realmente um enjoo, um nojo. Tenho 31 anos e nunca vivenciei isso na minha vida como judeu”, declarou Ian.

O vereador Flávio Valle (PSD) cobrou do Ministério Público do Rio providências sobre o caso.

“É inadmissível que ainda tenhamos que testemunhar atitudes como essa em pleno exercício do voto, símbolo maior da democracia. Solicitei ao Ministério Público que acompanhe o caso até que esta cidadã seja responsabilizada e presa por crime de racismo. O Brasil não pode tolerar, relativizar ou naturalizar gestos que evocam um dos períodos mais sombrios da história da humanidade”, disse o vereador, que é presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo da Câmara do Rio.

Com informações do g1

Por Jornal da República em 27/10/2026
Aguarde..